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domingo, 19 de setembro de 2010

O Globo- Dietas com muita proteína e pouco carboidrato aumentam o risco de câncer e de doenças do coração

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Fonte : Jornal o globo  acesso em 17/09/2010


Dietas com muita proteína e pouco carboidrato aumentam o risco de câncer e de doenças do coração
Publicada em 14/09/2010 às 14h26m

O Globo RIO - Trocar o pão e o macarrão pelas carnes vermelhas pode aumentar o risco de várias doenças, principalmente o câncer e as cardíacas. Este é o resultado da análise da dieta de mais de 100 mil pessoas, que mostra que o índice de mortalidade em indivíduos que têm uma dieta muito proteica é 12% maior do que aqueles que preferem consumir mais carboidratos. O estudo, publicado no "Annals of Internal Medicine" de setembro, faz uma análise de duas pesquisas importantes: A Nurses' Health Study, que acompanha mais de 85 mil mulheres, e a Health Professionals' Follow-Up Study, que estuda cerca de 45 mil homens. O levantamento mostrou também que a taxa de mortalidade depende muito do tipo de proteína que é ingerida. Quem seguia uma dieta rica em proteínas de origem vegetal, com leguminosas e castanhas, e com pouco carboidrato rico em açúcar e farinha branca tinha uma chance 20% menor de morrer de câncer ou do coração. Somente aqueles que seguiam uma dieta da proteína rica em gordura animal, com muita carne vermelha e carnes processadas, é que tinham uma chance 14% maior de morrer de problemas cardíacos e 28% maior de morrer de câncer. A médica Teresa T. Fung, uma das coordenadoras do estudo e professora da Simmons College, em Boston, afirma que há cada vez mais provas de que uma dieta rica em carne vermelha não é tão benéfica. - Quem quiser seguir uma dieta pobre em carboidratos deve procurar orientação médica para não exagerar no consumo de proteína animal. Sem dúvida, as pessoas devem se preocupar em comer menos carne.

Evento “Tô no Polo” será realizado entre os dias 17 e 26 de setembro

Fonte: assessoria-Equipe Malagueta acesso em 17/09/2010

"
Seiscentos estabelecimentos de 16 regiões diferentes da cidade vão transformar o Rio de Janeiro em uma grande festa. Promovido por polos gastronômicos, comerciais e turístico-culturais, o  evento “Tô no Polo” será realizado entre os dias 17 e 26 de setembro, em regiões que vão de Paquetá a Barra de Guaratiba, passando pela zona sul, por São Conrado, Barra da Tijuca, Centro, Benfica, Bangu e Campo Grande.
Para movimentar a cidade e atrair a atenção de moradores, visitantes de outras áreas e turistas, os participantes vão oferecer atividades culturais gratuitas das mais diversas durante o evento, dentro e fora das casas integrantes, tais como shows de música, dança e teatro, sessões de cinema, exposições e intervenções artísticas; roteiros culturais e históricos guiados; programas para o público infantil e festivais gastronômicos.
O evento é apoiado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário do Município do Rio de Janeiro (Sedes), pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), pela Fecomércio-RJ, pelo Sebrae-RJ e pelo Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio) e tem como objetivo sedimentar o conceito destas associações junto a quem as freqüenta.
“O programa Polos do Rio, que realiza o primeiro Tô no Polo, é o encontro virtuoso entre o poder público e a iniciativa privada. Respeitar as vocações das diversas regiões da cidade, estimular a atividade econômica e consolidar espaços atraentes de convivência para os cariocas e turistas são objetivos desta iniciativa. A revitalização econômica e social do Rio só terá êxito através da parceria de diversos atores”, declara o secretário Marcelo Henrique da Costa.
A expectativa dos empresários é um aumento de até 15% em vendas durante o período de realização. Participam do evento os estabelecimentos reunidos nas seguintes áreas: Lido, Largo de Benfica, Santa Teresa, Jardim Oceânico, Rio Cidade Nova, São Conrado, Paquetá, Botafogo, Novo Rio Antigo, Nova Rua Larga, Tijuca, Praça XV, Jangadeiros, Barra de Guaratiba, Bangu e Campo Grande. Confira a programação no site.

Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

Veja o que prevê o decreto da
Política Nacional de SAN

Marcelo Torres
Dia 25 de agosto, durante reunião plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que instituiu a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), prevista pela Lei 11.346, Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan).
O principal objetivo da PNSAN é promover a segurança alimentar e nutricional, para garantir a realização do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável (DHAA). Para isso, o decreto define diretrizes e objetivos da PNSAN e dispõe sobre a sua gestão, mecanismos de financiamento e monitoramento e avaliação, no âmbito do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).
"A política contida no decreto é o resultado de uma construção gradativa e pactuada entre os vários setores de governo e o Conselho", afirmou Renato. S Maluf, presidente do Consea, no discurso que fez na solenidade.
"Ao mesmo tempo em que programas e ações foram sendo implementados e produziram resultados palpáveis, foram sendo criadas condições institucionais e políticas para chegarmos ao formato da PNSAN como coordenadora de todos esses programas e ações", disse ele.
"O decreto nos dá a perspectiva de ter, em até doze meses, um plano nacional com metas claras e recursos definidos, consagrando o compromisso de todos os setores do Governo Federal e nos credenciando a participar da formulação do Plano Plurianual 2011-2015", revelou.
O presidente do Consea lembrou da necessidade de um pacto federativo para a implementação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). "Vamos buscar a adesão ao Sisan e à Política Nacional de todos os estados e do Distrito Federal, e também de pelo menos 700 municípios onde já existem Conseas instalados. Desse modo, chegaremos na IV Conferência Nacional, que realizaremos em outubro de 2011, em condições de firmar um pacto de gestão pela promoção do direito humano à alimentação adequada e saudável".
A política nacional para o setor estabelece diretrizes para a elaboração de plano nacional, que será elaborado num prazo de um ano. São oito as diretrizes estabelecidas, que estão relacionadas com o acesso à alimentação, a prioridade para as pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, os sistemas alimentares sustentáveis e descentralizados, a educação alimentar e nutricional, o acesso à água e o monitoramento do direito à alimentação, entre outras linhas (veja a íntegra no anexo a esta matéria).
Alguns dos objetivos específicos da PNSAN abrangem a identificação dos fatores da insegurança alimentar e nutricional, a articulação de setores, o respeito à diversidade alimentar, a criação de instrumentos de exigibilidade, a proteção à agricultura familiar e à biodiversidade, o estímulo a sistemas alimentares sustentáveis de base agroecológica e a inclusão da soberania alimentar como política de Estado.




Semana de Alimentação Carioca SAC - RIO 2010- 11 a 17 de outubro


Fonte: CRN-4  acesso em 17/09/2010
Evento acontecerá de 11 a 17 de outubro


A Semana de Alimentação Carioca SAC-RIO 2010 será realizada de 11 a 17 de outubro. O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Município do Rio de Janeiro (Consea/RJ) e entidades parceiras: CRN-4, Anerj, Comitê Flamengo de Ação da Cidadania, Unacoop, Escola Carioca de Agricultura Familiar, Banco de Alimentos – Sesc/RJ, Conabe e Embrapa, com o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Comissão de Segurança Alimentar da Câmara Municipal e do Ibase, promoverão vários eventos em celebração à Semana Mundial de Alimentação. O tema central será “Unidos contra a fome – Esta luta é de todos nós”.

18 maneiras de seguir uma alimentação saudável Nutricionistas entregam as dicas para comer bem e viver mais

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Participação da Nutricionista Lidiane Martins ( NUTRY UP) para site Minha vida do Yahoo - Dicas de nutricionistas sobre alimentação saudável:

alimentação saudável
Ter uma alimentação saudável é essencial para alcançar uma maior qualidade de vida. O abuso de alimentos ricos em gorduras saturadas, sódio e açúcares é um gatilho para doenças como infarto, derrames, hipertensão, obesidade, diabetes e até câncer. Em contrapartida, é fácil incluir no cardápio alimentos heróis da resistência e da longevidade. Por isso, para comemorar o dia do nutricionista, celebrado nesta terça-feira (31 de agosto), o Minha Vida convocou um time de especialistas para entender os bons hábitos que cada um deles indica para o seus pacientes, mas também segue como se fosse um mantra.

1.Não fique sem comer
"O mais importante é não passar longos períodos sem comer. Fazer pequenos lanches entre as grandes refeições é fundamental, pois ao restringir energia o metabolismo tende a ficar mais lento, como uma forma de poupar energia que lhe foi fornecida, o que acaba dificultando a perda de peso. Além disso, provavelmente a pessoa irá comer mais na próxima refeição, buscando alimentos mais calóricos, como uma forma de compensação, o que também resultará em ganho de peso." (Carla Fiorillo, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo)
2.Sinta prazer comendo
"A alimentação também é fonte de prazer. Não se torne escravo de dietas e calorias, pois existem cada vez mais estudos que evidenciam que pessoas que se preocupam demais com a forma física tendem a sofrer maiores oscilações de peso, além de serem insatisfeitas com o próprio corpo. Estar bem consigo mesmo e cuidar do corpo com atividade física e alimentação saudável são as melhores formas de obter uma boa qualidade de vida." (Carla Fiorillo, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo)

3.Busque alimentos naturais

"Siga uma alimentação o mais natural possível e tente fugir de refeições com muitos produtos industrializados. Se comer um macarrão industrializado, faça você mesmo um molho caseiro. Se quiser tomar um suco de frutas, tente tomar o natural, pois os alimentos industrializados contêm muitas substâncias como corantes e conservantes, que possuem altas quantidades de sódio e podem, em longo prazo, causar hipertensão e sobrecarregar os rins." (Daniela Cyrulin, nutricionista da USP e da Instituto Saúde Plena)

4. Faça substituições
 "Tente substituir alimentos mais pesados e gordurosos por versões mais leves sempre que possível: faça macarrão de palmito pupunha desfiado, arroz de couve-flor cozida, troque o presunto por peito de peru, compre o atum em água no lugar do atum em óleo, troque os queijos gordurosos por versões mais leves como o queijo cottage e a ricota, substitua o queijo parmesão ralado por ricota defumada e ralada." (Daniela Cyrulin, nutricionista da USP e da Instituto Saúde Plena)
"O mais importante é perceber que nenhum alimento é proibido.O famoso "prato colorido" é sem dúvida o mais saudável"
5. Escolha o lugar certo para comer
"As refeições devem ser feitas em lugares tranquilos e sem pressa. Comer bem devagar, sem pensar em compromissos e mastigar muito bem os alimentos fará com que você se sinta saciado mesmo ingerindo uma menor quantidade de comida. Também evite comer assistindo televisão, na frente do computador ou trabalhando, pois nessas situações perdemos a noção da quantidade de comida que estamos ingerindo." (Lidiane Martins, nutricionista diretora do NutryUp)

6.Fuja da farinha

"Uma pessoa que está buscando uma alimentação mais saudável deve evitar produtos com farinha refinada, como massas, bolos, biscoitos e alimentos processados, ricos em gordura e açúcar, como pipoca de microondas, sopas prontas cremosas, preparações congeladas, batatas chips e salgadinhos. Também vale caprichar em ervas aromáticas para temperar a comida como: alho, cebola, salsa, cebolinha, manjericão, alecrim, louro, orégano, sálvia, curry, açafrão e coentro" (Lidiane Martins, nutricionista diretora do NutryUp)

7. Coma de tudo
"O mais importante é perceber que nenhum alimento é proibido, a não ser que a pessoa precise fazer uma dieta restritiva, caso seja paciente de diabetes ou doença celíaca, por exemplo. É muito comum que as pessoas pensem que comer só salada é uma boa forma de manter a alimentação saudável, mas isso não é verdade. O famoso "prato colorido", ou seja, aquele que tem uma fonte de fibras, minerais, vitaminas e proteínas é sem dúvida o prato mais saudável". (Roberta De Lucena Ferretti, nutricionista e professora do curso de nutrição clínica na Universidade Gama Filho)
Almoço- Foto Getty Image
8. Estabeleça metas para a semana
"Além disso, pensar em longo prazo e criar um hábito saudável é muito importante. Dificilmente a pessoa consegue ingerir todos os alimentos que são fontes de vitaminas que o corpo precisa em um dia. Para isso, ela teria que comer vários tipos de frutas, carnes, legumes e verduras todos os dias. O melhor é fazer as metas para toda a semana. Fica mais fácil distribuir a alimentação adequada nesse período" (Roberta De Lucena Ferretti, nutricionista e professora do curso de nutrição clínica na Universidade Gama Filho)

9. Seja persistente
"Muito provavelmente, a mudança para uma alimentação adequada não ocorrerá do dia para a noite. Você deverá provar alimentos que não são de costume como frutas, legumes, verduras. Aceite que o paladar deverá ser estimulado. Desistir na primeira tentativa é um erro. Todos os dias, selecione alguns desses alimentos. Não gostou? Prove novamente. Tudo bem se você rejeitar, inicialmente. Mas desistir na primeira tentativa é subestimar o seu poder de mudança." (Roberta Stella, nutricionista chefe do programa de emagrecimento Dieta e Saúde)

10. Escreva sobre suas refeições

"Comece a fazer um diário alimentar. Escreva todos os alimentos ingeridos durante o dia, as quantidades e horários em que fez as refeições. Facilmente, você perceberá o erro e onde está o excesso. O diário alimentar servirá como um puxão de orelha para quem está fazendo uma alimentação inadequada. Mas, por outro lado, dará um estímulo grande quando perceber que está com disciplina e determinação, conseguindo colocar alimentos saudáveis em todas as refeições e reduzindo a quantidade dos alimentos menos saudáveis." (Roberta Stella, nutricionista chefe do programa de emagrecimento Dieta e Saúde)

11. Hidrate-se
"Beba pelo menos dois litros, mais ou menos oito copos de água todos os dias. A água ajuda na hidratação da pele e é fundamental como meio de transporte de algumas vitaminas hidrossolúveis como a vitamina B1, B2, B6, B12 e a vitamina C. Além disso, a água é essencial para que o corpo fique disposto durante todo o dia." (Rosana Farah, nutricionista e professora dos cursos de graduação em nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Melancia- Foto Getty Image
12.Ataque as frutas
"Consuma entre três e cinco porções de frutas todos os dias. Laranjas, maçãs, peras, melancia, tangerina, entre outras, são as melhores fontes naturais de vitaminas, minerais e fibras. Esses três componentes auxiliam o bom funcionamento do nosso intestino e auxiliam o nosso metabolismo a continuar ativo mesmo nos intervalos entres as refeições." (Rosana Farah, nutricionista e professora dos cursos de graduação em nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie)

13. Deixe o açúcar de lado

"Alimentos que têm uma grande quantidade de açúcar refinado são dotados de processos químicos na sua produção e possuem altíssimo índice de glicose, que aumentam os índices de glicemia do corpo. Essas características, aceleram o envelhecimento, aumentam flacidez por desestruturar o colágeno da pele e ainda possuem calorias, porém são desprovidos de nutrientes. Hoje em dia encontramos adoçantes naturais como a sucralose, derivada da cana de açúcar, porém sem calorias e sem alto índice glicêmico e a stevia, derivado de uma planta natural." (Daniela Jobst, nutricionista da Clínica NutriJobst)

14. Consumir alimentos fontes de antioxidantes

"As substâncias antioxidantes bloqueiam a ação dos radicais livres no organismo, prevenindo a oxidação das células. Esses elementos são capazes de prevenir o aparecimento de tumores, o envelhecimento precoce e outras doenças. Alimentos com cores fortes, como tomate, goiaba, romã, cenoura, abóbora, manga, açaí, berinjela, uva, folhas verdes, legumes e brócolis, são ricos em antioxidantes." (Daniela Jobst, nutricionista da Clínica NutriJobst) 

15.Saiba o que você está comendo
"O essencial é entender que as calorias são o combustível para o nosso organismo e que, sem elas, o nosso corpo fica sem energia. Escolher os alimentos só pelo número de calorias não é o mais indicado. Muitas vezes as calorias não são os principais perigos dos alimentos. O que na verdade faz toda a diferença na hora de uma alimentação saudável é a qualidade de nutrientes. A quantidade de gorduras, por exemplo. Por isso é importante ler os componentes de cada alimento." (Camila Leonel, nutricionista e Especialista em Adolescência Universidade Federal de São Paulo)

16.Saiba combinar os alimentos
 "O segredo da boa alimentação está em combinar todos os tipos de nutrientes como carboidratos, proteínas, gorduras, minerais, vitaminas, fibras e água. A regra geral é que não há um tipo de alimento que deva deixar completamente a sua dieta, mas sim quantidades de nutrientes que devem ser controladas. Tudo é uma questão de variar o cardápio, não deixar de fora nenhum tipo de alimento e sempre comer em pequenas porções ou quantidades." (Camila Leonel, nutricionista e Especialista em Adolescência Universidade Federal de São Paulo)

17. Coma sem medo
"Hoje são tantas informações sobre a alimentação que as pessoas ficam com medo de comer. Quem procura uma dieta já não sabe mais se é bom ou não comer certo alimento, se é saudável deixar de ingerir certas comidas ou que tipo de substância engorda. Comer é importante, vital para a vida. Para quem tem dúvidas sobre dietas, a alimentação básica que nossos avôs conheciam e praticavam, ainda é uma boa dica por ter todos os tipos de nutrientes que o corpo precisa." (Ana Maria Roma Devorais, nutricionista especializada em distúrbios alimentares)

18. Procure o que você gosta
 "Comer de tudo um pouco, de todos os grupos de alimentos. Cereais (prefira as versões integrais), grãos, carnes/aves/peixes, frutas, verduras, leite e derivados e até mesmo as guloseimas. Praticar uma alimentação saudável também é saber comer alimentos "não tão saudáveis", mas que são apetitosos e fazem parte da cultura, da tradição de uma família. Não dá para comer só guloseimas , mas não podemos deixar colocar em nossas refeições aquelas comidas que dão sensação de bem-estar." (Ana Maria Roma Devorais, nutricionista especializada em distúrbios alimentares) 

 Fonte : site Minha Vida
acesso em 31 /08/2010



Consumo de sibutramina despenca após restrições

segunda-feira, 30 de agosto de 2010


Acesso em 30/08/2010

As vendas de inibidores de apetite com sibutramina caíram 60% neste ano, quando passaram a ser controladas. Até então, a droga era a mais usada para perder peso.
Para comprá-la, é preciso a receita azul, numerada e emitida pela Vigilância Sanitária de cada região -antes, bastava a branca. O remédio passou a ter tarja preta.
O objetivo da mudança era diminuir o consumo do emagrecedor que, segundo estudos, aumenta em 16% o risco cardiovascular não fatal.
A pedido da Folha, o instituto IMS Health do Brasil, consultoria especializada no mercado farmacêutico, levantou as vendas de sibutramina nos primeiros semestres de 2009 e deste ano.
Entre abril e junho deste ano, houve queda de 60,19% (de 1.628.350 unidades para 648.243) em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No Brasil, 22 laboratórios comercializam a droga, sob os nomes de Reductil,
Plenty, Saciette, Biomag, Vazy, Slenfig e Sibutran, entre outros.
Para Dirceu Raposo de Mello, presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a queda nas vendas demonstra que havia um exagero na indicação. "Muito do que era prescrito não era necessário."
O médico Marcio Mancini, presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Síndrome Metabólica, discorda de que havia consumo exagerado. Ele diz que a maioria dos obesos ainda não é tratada e atribui a queda ao aumento da burocracia para a compra do remédio.
Na opinião dele, médicos que prescreviam a sibutramina ocasionalmente (como ginecologistas e cardiologistas) deixaram de fazê-lo em razão das dificuldades para conseguir o receituário azul.
"É preciso ir até a Secretaria da Saúde, pegar a numeração, mandar fazer os bloquinhos na gráfica. É muito trabalho", conta.

Editoria de Arte/Folhapress
DEPENDÊNCIA
O fato de alguns municípios, como São Paulo, terem vetado o uso da sibutramina na rede pública também teve reflexo nas vendas.
"A inserção da sibutramina na lista de medicamentos que causam dependência foi um equívoco. Muitas pessoas que precisam emagrecer não serão tratadas ou serão medicadas com drogas menos eficazes", afirma Mancini.
Para Rosana Radominski, presidente da Abeso (associação para estudo da obesidade), muitas pessoas se assustaram com a inclusão da droga entre as que causam dependência e interromperam o uso por conta própria.
"A sibutramina não causa dependência. É segura quando bem indicada. Pacientes que estavam se dando bem com a droga, perdendo peso, não querem mais usá-la."
Para o clínico-geral Pieter Cohen, professor na Escola de Medicina de Harvard, controlar a venda de sibutramina foi uma "excelente" medida do governo brasileiro. "Para muitos pacientes, não está muito claro se os benefícios superam os riscos."
Cohen, pesquisador sobre pílulas de emagrecimento vendidas pela internet, diz que o governo deve dar atenção à venda virtual. "Espero que os brasileiros não passem a comprar sibutramina em outros países, pela internet, já que agora não está tão fácil obtê-la no Brasil."

 

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