Vitaminas sob suspeita
In informativo, In nutriçãosegunda-feira, 31 de outubro de 2011
Fonte: CFN acesso em 31/10/2011
Mônica Tarantino - Isto É
Mais de um terço da população adulta de países ricos toma suplementos vitamínicos regularmente por conta própria. Mas, em vez de proteger, ingerir doses de vitaminas e minerais sem ter alguma carência nutricional que justifique o consumo pode ter efeito contrário e contribuir para um aumento de risco de morrer. O alerta foi feito na semana passada por pesquisadores de várias instituições liderados pelo cientista Jaakko Mursu, da Universidade de Kuopio, na Finlândia, e da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Eles acompanharam 38 mil mulheres americanas na faixa etária de 55 a 66 anos por cerca de duas décadas para chegar a essa conclusão. Durante as entrevistas iniciais para conhecer o perfil das voluntárias de um estudo para medir o impacto do consumo de suplementos na saúde dessa população e na sua mortalidade, Mursu e seus colaboradores descobriram que 63% das participantes do projeto tomavam algum tipo de suplemento vitamínico ou mineral para prevenir doenças crônicas. Com o passar do tempo, esse índice chegou a 85%.
A análise dos dados coletados levou os cientistas a concluir que se automedicar com vitaminas e suplementos sem necessidade traz sérios malefícios. "Descobrimos que tomar multivitamínicos e as vitaminas B6 e ácido fólico (ou B9), ferro, magnésio, zinco e cobre implica em uma elevação do risco de morte", disse o cientista Mursu à ISTOÉ. Nas análises finais do trabalho, os pesquisadores viram que a suplementação com multivitamínicos e ferro foi a que mais fez subir os percentuais associados ao risco de morrer.
A explicação para os resultados é que a maioria desses compostos se torna nociva em quantidades elevadas. Isso aumenta as chances de reações que facilitam o desenvolvimento de doenças como câncer e problemas cardiovasculares. Os autores supõem que vitaminas e minerais produzam efeitos similares nas taxas de risco de mortalidade entre os homens, mas isso ainda não foi pesquisado. O trabalho foi publicado na última edição da revista científica americana "Archives of Internal Medicine".
Os achados da pesquisa, chamada de Estudo Iowa (porque foi realizada com mulheres do Estado do Iowa, nos EUA), somam-se a uma série de trabalhos consistentes realizados e em andamento que colocam em xeque a crença disseminada de que não faz mal engolir de vez em quando alguns comprimidos multivitamínicos. Em 2007, por exemplo, uma investigação com 181 mil participantes apontou uma taxa de morte 5% maior entre os adeptos do consumo de vitaminas antioxidantes (A, E, C e betacaroteno).
Na prática, é um tema que envolve pontos de vista opostos entre correntes da medicina, interesses da indústria farmacêutica e a atração exercida pelos poderes protetores da saúde atribuídos a essas substâncias e enaltecidos pela PUBLICIDADE. Respostas definitivas virão por meio de um esforço da medicina para empreender profundas revisões de ensaios clínicos publicados e para fazer novas investigações. Mas como agir enquanto prevalece a dúvida? "Aconselhamos quem usa suplementos a reconsiderar se deve continuar ingerindo-os. Deem atenção à DIETA. Suplementos raramente são necessários, e sua introdução na ALIMENTAÇÃO deve ser justificada por um motivo médico", sugere o finlandês Mursu.
Governo e sociedade discutem bons hábitos alimentares
In informativo, In nutriçãoFonte: CFN acesso em 31/10/2011
Ascom/MDS
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o brasileiro consome açúcares (refrigerantes, sucos e bebidas adocicadas) e gorduras acima do recomendado. Essa tendência tem favorecido a maior incidência de doenças crônicas como obesidade, hipertensão e diabetes. Com o objetivo de construir uma política pública intersetorial para formar bons hábitos alimentares, governo e sociedade se reúnem nesta semana, em Brasília, para discutir o assunto.
Dados do IBGE revelam que 21,5% dos adolescentes homens e 19,4% das adolescentes mulheres estão com excesso de peso. Já na idade adulta, os números são ainda mais preocupantes: 50,1% dos homens e 48% das mulheres estão acima do peso. Em termos de obesidade, as mulheres lideram o índice nacional, com 16,9% - a proporção de homens é de 12,5%.
Com isso, o tema da qualidade da alimentação tem ganhado força, segundo Maya Takagi, secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutriciona l do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). "Buscamos uma alimentação adequada, principalmente para as crianças." Conforme a secretária, o brasileiro come poucas frutas e verduras e se excede no consumo de açúcar, sódio e alimentos processados. "A população tem comido muito fora de casa e gastado menos tempo para se alimentar."
O que fazer para que as escolas proporcionem hábitos alimentares saudáveis é um dos pontos em discussão. "Se a criança aprende bons hábitos, ela os dissemina em casa", garante a coordenadora geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Ministério da Educação, Albaneide Peixinho.
A proposta é em 2012 elaborar documento sobre educação alimentar para organizar ações de saúde, educação e assistência social. Promovido pelo MDS, o evento tem parceria com os ministérios da Saúde e da Educação, apoio da UnB, Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), Fundação Oswaldo Cru z (Fiocruz), Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e Consea.
Especialistas associam surto de mal de Chagas ao consumo de açaí
In Controle de Qualidade de Alimentos, In informativo, In nutriçãoquinta-feira, 27 de outubro de 2011
Fonte: G1 acesso em 27/10/2011
Número de casos triplicou em 2011: foram 41 confirmados em Belém. Destes, 24 aconteceram só em outubro, caracterizando surto da doença.
Em Belém, a preocupação é com um surto de Mal de Chagas. O número de casos triplicou em relação a 2010. Em 2011, 41 casos confirmados em Belém. No ano passado foram 14 casos. Dos 41 casos de 2011, 24 aconteceram somente em outubro, o que caracteriza um surto da doença, segundo as autoridades.
Em todo o Pará, 85 casos foram confirmados e 10 pessoas morreram com a doença. Especialistas apontam que é um índice muito alto de mortalidade. O mal de chagas é causada por um parasita, transmitido pela picada do barbeiro, por transfusão de sangue e, principalmente via oral por alimentos contaminados com as fezes do inseto.
Esse surto estaria associado ao consumo do suco do açaí, alimento base do paraense. Segundo especialistas, o barbeiro costuma ficar em áreas de várzea, onde é colhido o fruto do açaí. Quatro pontos de vendas do produto foram interditados em Belém.Nordeste Gourmet acontece até sábado em Salvador
In gastronomia, In informativoquarta-feira, 26 de outubro de 2011
FONTE: G1 acesso em 26/10/2011
Feira acontece no estacionamento D5 do shopping Iguatemi.
Grandes nomes da gastronomia mundial fazem parte da feira, a exemplo de Fabrice Lenud (Douce France/SP), Salvatore Loi (Fasano/SP), Erick Jacquin (Brasserie Jacquin/SP), Marcelo Fujita (Occho/BA) como representante regional, entre outros.
Pelo quarto ano, o evento destacar técnicas e produtos regionais e propõe abordagens diferenciais com foco na ‘Boa Mesa’, além de reunir profissionais das mais variadas origens, veteranos e novatos, mestres-cucas e fornecedores de ingredientes. Os observadores podem participar de cursos ministrados por nomes da alta gastronomia nacional, com receitas simples e ingredientes do dia a dia.
ProgramaçãoAulas, workshops e degustações estão disponíveis para os participantes do Nordeste Gourmet. Os cursos abordarão os assuntos mais diversificados como drinks clássicos e regionais, pratos com ingredientes nordestinos e as práticas de estabelecimentos renomados.
Na feira o público pode conhecer novos utensílios de cozinha até temperos especiais. Para saber mais informações, acesso o site do evento.
ANVISA- Serão obrigatórios estudos mais seguros para registro de agrotóxicos
In Controle de Qualidade de Alimentos, In informativo, In nutrição, In Você Sabia?Fonte : ANVISA acesso em 26/10/2011
Danilo Molina – Imprensa/Anvisa
Estudos sobre resíduos de agrotóxicos em alimentos, utilizados pelas empresas para registrar esse tipo de produto no Brasil, só serão aceitos pela vigilância sanitária se forem feitos de acordo com Boas Práticas de Laboratório. É o que propõe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na consulta pública 53/2011, publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (21/10).
Boas Práticas de Laboratório são um conjunto de medidas relativas à organização e às condições sob as quais estudos em laboratórios e em campo são realizados. “Essas medidas asseguram maior confiabilidade aos laudos emitidos pelos laboratórios e são aplicadas em estudos que estão relacionados ao uso seguro de produtos com impacto na saúde humana”, explica o diretor da Anvisa Agenor Álvares. Com a adoção dessa exigência, os estudos sobre resíduos de agrotóxicos, obrigatórios para registro desses produtos no país, estarão de acordo com protocolos internacionais que garantem mais segurança no uso dos agrotóxicos. “Com essa medida, estamos acompanhando o desenvolvimento do conhecimento científico mundial”, afirma Álvares. Álvares ressalta, ainda, que a apresentação de estudos que seguem Boas Práticas de Laboratório já é obrigatória para registro de agrotóxicos fora do Brasil. “Não podemos admitir que a população europeia ou norte-americana tenha direito a produtos mais seguros do que os brasileiros”, defende o diretor da Anvisa. A consulta pública 53/2011, que fica aberta a contribuições da população por 30 dias, atualiza a Resolução RDC 216/06 da Anvisa. Os interessados em participar devem encaminhar as sugestões por escrito para o seguinte endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, SIA, Trecho 5, Área Especial 57, Bloco D, subsolo, Brasília (DF), CEP : 71205-050. As contribuições também podem ser enviadas para o fax: (61) 3462-5726 ou para o e-mail: toxicologia@anvisa.gov.br.
No Brasil, o registro de agrotóxicos é realizado pelo Ministério da Agricultura, órgão que analisa a eficácia agronômica desses produtos. Porém, a anuência da Anvisa e do Ibama é requisito obrigatório para que o agrotóxico seja registrado.
A Anvisa realiza avaliação toxicológica dos produtos quanto ao impacto na saúde da população. Já o Ibama observa os riscos que essas substâncias oferecem ao meio ambiente.
Liberação da venda do feijão transgênico da Embrapa provoca divergência no governo
In Controle de Qualidade de Alimentos, In informativo, In nutrição FONTE: ECODEBAte Gilberto Costa, da Agência Brasil, publicada em 24/10/2011 acesso em 26/10/11
A liberação da venda do feijão GM Embrapa 5.1 expôs a divergência entre o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), ligado à Presidência da República, e a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
O cultivo de alimentos transgênicos divide o governo e coloca em lados opostos o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), ligado à Presidência da República, e a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A liberação da venda do feijão GM Embrapa 5.1 expôs a divergência entre os dois órgãos.
Em carta enviada à presidenta Dilma Rousseff durante o processo de liberação do feijão geneticamente modificado (Exposição de Motivos nº 009-2011, de 7 de julho), o presidente do Consea, Renato Sérgio Jamil Maluf, afirma que o Brasil “não tem respeitado o princípio da precaução, base fundamental da Agenda 21, em suas decisões referentes a temas de biossegurança”. Segundo Maluf, o Consea avalia que é preciso adequar as políticas de biossegurança aos preceitos da Conferência Rio 92 e avalia como “escassa” a análise genética e os estudos de campo em Goiás, Minas Gerais e no Paraná.
O presidente do conselho pediu a proibição da liberação do feijão transgênico e fez duras críticas à CTNBio, solicitando “especial atenção” de Dilma Rousseff às liberações comerciais do órgão. “Percebe-se que a referida comissão assumiu um caráter de entidade facilitadora das liberações de OGMs [organismos geneticamente modificados] no Brasil, em situação que rotineiramente contraria os votos e despreza argumentos apresentados pelos representantes da agricultura familiar, dos consumidores, dos ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário”.
A carta do Consea a Dilma fez com que o presidente da CTNBio, Edilson Paiva, enviasse ofício (nº 786, de 2 de agosto) ao ministro Aloizio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação) e criticasse o conselho pela visão “obscurantista”. Paiva ressalta que a CTNBio cumpre as regras internacionais, como a Codex Alimentarius da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a legislação brasileira sobre biossegurança.
Edilson Paiva enfatiza o rigor das avaliações na CTNBio. Segundo ele, a liberação comercial do feijão geneticamente modificado (ainda em análise naquela época) se basearia em documentação “bastante robusta” (500 páginas), em testes de “toxicidade e alergenicidade”, que tiveram resultados negativos, e em parecer de especialista independente apresentado em audiência pública. O presidente da CTNBio enfatizou que a produção de OGMs pela Embrapa levou “uma dezena de anos” e envolveu “quase uma centena de pesquisadores”.
No ofício, Paiva ainda pergunta “qual a perda para os agricultores brasileiros se deixarmos que o vírus afete a produtividade do feijão? Como este prejuízo se compara com os alegados e não comprovados potenciais danos à saúde ou ao ambiente?”.
O feijão transgênico foi liberado em 15 de setembro após controvérsia dentro do governo. O assunto poderá voltar à discussão pública durante a 4ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que ocorrerá em Salvador (BA) entre 7 e 10 de novembro. Documento de referência para a preparação do evento aponta que “o agronegócio empresarial (…) expande um modelo frágil e insustentável que faz uso intensivo de agrotóxicos e sementes transgênicas, liberados por meio de processos da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e repetidamente questionados pela sociedade civil. Esse pacote tecnológico faz do Brasil o maior mercado de agrotóxicos do mundo. Os reflexos disso são manifestos nos registros de intoxicação de trabalhadores e na contaminação do solo, do ar (e consequentemente da água da chuva), das nascentes e dos aquíferos”.
Na opinião do presidente da CTNBio, “o contraditório é bom”, mas a polêmica já se alonga por muito tempo. “São 16 anos em que se utilizam os mesmos argumentos, enquanto hoje no mundo se utilizam milhões e milhões de toneladas de grãos transgênicos na alimentação humana no mundo inteiro e até hoje não há único caso provado cientificamente de que isso possa ter causado qualquer mal”, reclama Edilson Paiva.
A Agência Brasil entrou em contato com o Consea para entrevistar Renato Maluf, mas não obteve resposta. A reportagem também tentou a entrevista por meio da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, onde Maluf é professor do Departamento de Desenvolvimento Agricultura e Sociedade, e não conseguiu retorno.
Alimentos: Abertas inscrições para Seminário de Orientação ao Setor Regulado
In Controle de Qualidade de Alimentos, In Geral, In informativoquinta-feira, 20 de outubro de 2011
FONTE: ANVISA acesso 20/10/2011
stão abertas as inscrições para o V Seminário de Orientação ao Setor Regulado na Área de Alimentos. O encontro será realizado de 9h às 13h, no dia 1º de novembro, na sede da Anvisa, em Brasília. Os interessados devem solicitar sua inscrição por meio do e-mail cerimonial@anvisa.gov.br até o dia 28 de outubro, informando os seguintes dados: empresa, nome completo do participante e contato (telefone e e-mail).
Estão sendo oferecidas 240 vagas, que serão preenchidas segundo a ordem de chegada das inscrições.
O tema abordado nesta edição será Registro e Notificação na área de alimentos.
O Seminário de Orientação ao Setor Regulado na Área de Alimentos é realizado pela Anvisa anualmente. O objetivo é aprimorar a qualidade dos serviços prestados pela Agência por meio do diálogo com o setor produtivo. Durante o encontro, são repassadas informações sobre os critérios e rotinas adotadas pela vigilância sanitária de Alimentos, e esclarecidas as dúvidas provenientes do segmento.
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