Cuidados nos cruzeiros marítimos
In Controle de Qualidade de Alimentos, In Geral, In informativo, In Você Sabia?sábado, 29 de dezembro de 2012
Fonte: Camilla Terra / Blog da Saúde
Além das praias, do campo e das cachoeiras, passar uns dias em alto mar passou ser a opção de muitos brasileiros que querem sair da rotina e aproveitar as férias. A procura por cruzeiros marítimos vem aumentando no país, e seja para passear pela costa brasileira ou para fazer um itinerário internacional, alguns cuidados devem ser tomados durante a viagem. Os navios de cruzeiro são inspecionados por equipes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), presentes em diferentes portos nacionais. As inspeções são programadas, mas não são anunciadas. Durante essa atividade, eles são avaliados em diversos itens como: abastecimento, tratamento, água potável, recebimento, armazenamento, manipulação e exposição de alimentos.
Apesar desse cuidado, casos de virose e intoxicação alimentar durante viagens de navio são frequentemente noticiados. A probabilidade da proliferação de uma virose, por exemplo, é maior de acontecer em um navio porque todos estão em um mesmo ambiente, parcialmente fechado, sem poder sair. Algumas dicas básicas de higienização podem evitar surtos de doenças transmitidas por alimentos. Andrea Regina Oliveira, gerente de alimentos da Anvisa, dá algumas recomendações. “Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou solução anti-séptica, principalmente antes de ingerir alimentos e após utilizar sanitários. Beber água tratada acondicionada em embalagens lacradas ou de fonte segura e evitar adicionar gelo de procedência desconhecida às bebidas”, alerta.
É importante que os viajantes estejam atentos à segurança e à qualidade dos alimentos que serão ingeridos. Além da água, os alimentos contaminados são os maiores responsáveis por colocar em risco a saúde dos passageiros. “É preciso assegurar-se de que todo alimento está bem cozido, frito ou assado; evitar o consumo de frutos do mar crus, leite e seus derivados crus, preparações culinárias que contenham ovos crus; e frutas e verduras danificadas, pois a casca protege esses alimentos de contaminação”, recomenda.
Os alimentos devem conter no rótulo a identificação do produtor e data de validade, e a embalagem deve estar íntegra. “Os alimentos perecíveis, já preparados, como salada e carne assada, por exemplo, devem ficar refrigerados. Os alimentos frios devem ser mantidos em baixa temperatura, abaixo de 5° C, e os alimentos quentes devem ficar bem aquecidos, sempre acima de 60 °C. Eles não devem ficar em temperatura ambiente. Mantendo os alimentos na temperatura adequada, os micróbios não têm possibilidade de se multiplicar e vir a causar doença em quem os ingere”, esclarece. Em muitos países é necessário somente o controle do tempo de exposição dos alimentos, no Brasil também é preciso haver controle quanto à temperatura deles.
Quando a Anvisa constata irregularidades, as embarcações só são liberadas para continuar a navegação de rotina após a correção dos problemas.
Inspeção Sanitária – Dados divulgados pela Anvisa, em junho de 2012, apontam que 55% dos navios de longo curso, que estiveram na costa brasileira durante a última temporada, estavam em boas condições sanitárias. O ranking classifica os navios em quatro categorias (A,B,C e D), de acordo com o grau de risco para saúde que cada embarcação apresenta no momento da fiscalização.
Das 27 embarcações inspecionadas pela agência, 15 foram classificadas na categoria A, cinco embarcações (19%) foram classificadas na categoria B (acima da média) e quatro embarcações foram na categoria C (na média). Os navios Star Princess, Veendam e Asuka 2 estavam em condições sanitárias insatisfatórias e foram classificados na categoria D do ranking.
Praias – A maioria dos cruzeiros traz no roteiro de viagem paradas estratégicas em praias. Para que o passeio continue sem maiores surpresas, a coordenadora da Anvisa recomenda que o viajante evite o consumo de alimentos vendidos por ambulantes. “A preocupação é de como o alimento chegou até o ponto de venda e como foi mantido até o momento a ser ingerido. No caso do ambulante, o alimento geralmente é preparado na casa da pessoa que está vendendo e muitas vezes não foi manipulado com boas condições de higiene. Quanto mais o alimento é mexido, picotado e cortado aumenta o risco para quem consome. A salada de frutas e o sanduíche natural são exemplos disso. Portanto, os viajantes devem observar a higiene do local no qual ele está sendo vendido (isopor, pote plástico, entre outros) e se está sendo mantido em temperatura adequada pode evitar uma doença”, explica.
Viagem internacional – Para os cruzeiros com destinos internacionais, Andrea Oliveira alerta para os alimentos ainda não conhecidos. “Quando for consumir alimentos exóticos, o viajante deve ser prudente e não exagerar. Dar preferência às comidas que são preparadas na hora também é importante. As frutas aparecem como boa opção, mas devem estar inteiras e lavadas”, explica.
A coordenadora também recomenda que seja feita uma pesquisa prévia na internet e em agências de turismo sobre os pratos típicos do país visitado. A Cartilha sobre as Boas Práticas para Serviços de Alimentação da Anvisa é baseada nas normas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e pode servir como parâmetro para os turistas no momento de escolher o estabelecimento onde irá se alimentar.
Cartilha da alimentação saudável e segura- Fora do Lar
In Controle de Qualidade de Alimentos, In gastronomia, In Geral, In informativo, In nutriçãosexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Autor : Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (CRN-3)
acesso em 28/12/2012
O Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (CRN-3), elaborou esta cartilha com dicas sobre alimentação e escolhas mais saudáveis, além de cuidados sobre higiene dos alimentos consumidos fora de casa, com o objetivo de promover a saúde e o bem estar da população. O Brasil é o quinto país do mundo no qual as pessoas realizam pelo menos uma refeição ao dia fora do lar
acesso em 28/12/2012
O Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (CRN-3), elaborou esta cartilha com dicas sobre alimentação e escolhas mais saudáveis, além de cuidados sobre higiene dos alimentos consumidos fora de casa, com o objetivo de promover a saúde e o bem estar da população. O Brasil é o quinto país do mundo no qual as pessoas realizam pelo menos uma refeição ao dia fora do lar
Consumo de bebidas adoçadas com açúcar x risco para obesidade
In informativo, In nutrição
Fonte : Nutritotal acesso em 28/12/2012
Autor(a): Rita de Cássia Borges de Castro
Estudo publicado na revista The New England Journal of Medicine demonstrou que o consumo frequente de bebidas adoçadas com açúcares simples, como os refrigerantes, aumenta a predisposição genética para a obesidade.
Foram avaliados 33.097 indivíduos (28.674 mulheres e 4.423 homens) e utilizados questionários de frequência alimentar semiquantitativo para avaliar a ingestão de alimentos e bebidas. As bebidas adoçadas com açúcar analisadas foram: refrigerantes com ou sem cafeína, bebidas gaseificadas, sucos industrializados e outros. Os participantes foram divididos em quatro grupos, a partir da quantidade de bebidas adoçadas com açúcar que consumiam: a) menos de uma bebida por mês; b) uma a quatro bebidas por mês; c) duas ou três por semana; d) uma ou mais bebidas por dia.
Foram selecionados 32 polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) relacionados com a obesidade e atribuídas pontuações entre 0 e 64, sendo que os valores mais elevados indicariam uma maior predisposição genética para a obesidade.
Os pesquisadores descobriram que os indivíduos com 10 pontos de predisposição genética para obesidade, mas que consumiam menos de uma bebida por mês não apresentaram aumento de risco para obesidade. Entretanto, os indivíduos com 10 pontos de predisposição genética e com consumo de uma a quatro bebidas por mês apresentaram aumento no risco para obesidade em 12%, em 38% para o consumo de 2-3 bebidas por semana e em 78% para uma ou mais bebidas por dia. Os autores verificaram que os indivíduos com essa mesma pontuação de predisposição genética, mas que tinham hábitos alimentares saudáveis, como consumo diário de frutas e hortaliças, apresentaram diminuição do risco para obesidade.
“Nossas descobertas reforçam a necessidade de intervenções que reduzam a ingestão de bebidas açucaradas como um meio de reduzir o risco de obesidade e doenças relacionadas”, destacam os autores.
“Em conclusão, nossos dados fornecem evidências consistentes de que o maior consumo de bebidas adoçadas com açúcar está associado com o aumento na predisposição genética para a obesidade entre mulheres e homens”, concluem.
Referência(s)
Qi Q, Chu AY, Kang JH, Jensen MK, Curhan GC, Pasquale LR, et al. Sugar-sweetened beverages and genetic risk of obesity. N Engl J Med. 2012;367(15):1387-96.Consumo de líquidos no verão
In informativo, In nutrição, In Você Sabia?
Fonte: Alexandre Penido / Web Rádio Saúde acesso em 28/12/2012
O verão chegou. E durante o período de férias dessa estação, boa parte da população brasileira aproveita para curtir praias, rios, cachoeiras e piscinas. Ao passar o dia fora de casa e exposto ao sol, no entanto, é preciso tomar alguns cuidados com a alimentação pra não ter que trocar o lazer por uma cama de hospital. O primeiro e mais essencial deles é ingerir bastante água.
A coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, explica que, nesse período, o recomendado é tomar em média dois litros por dia. ”Recomendamos um consumo de um litro e meio a dois litros no mínimo de líquidos. Esses líquidos devem contemplar principalmente água natural, mas também podem ser obtidos através de chás, sucos, de preferência de bebidas não açucaradas. Porque essas bebidas açucaradas, a exemplo dos refrigerantes, contribuem bastante para o ganho de peso e para a obesidade na infância”.
Como no verão é comum as pessoas comprarem alimentos e bebidas de vendedores ambulantes, a coordenadora de Nutrição destaca que é preciso ter cuidado com esses produtos, principalmente com aqueles que ficam expostos ao sol e são fáceis de estragar. Isso porque o risco de intoxicação alimentar é maior no verão tanto em adultos, quanto em crianças. ”É preciso observar a situação de higiene do ambiente onde você vai comprar o alimento. Se é um alimento que necessita de refrigeração, que ele não seja comprado em estabelecimentos que não garantam essa qualidade sanitária. Dê preferencia por alimentos frescos e nunca comprar alimentos que você está desconfiando da procedência”.
Patrícia Jaime dá dicas de como deve ser o café da manhã ideal antes de sair para a praia: “É importante primeiro garantir um bom café da manhã. Então, um café da manhã que contenha frutas, pães, de preferência integral, leites, queijos magros para que a criança e adulto esteja preparada para a rotina de lazer ao longo do dia”.
O Ministério da Saúde conta com um Guia Alimentar da População Brasileira que oferece mais de 50 tipos de porções de alimentos que podem ajudar a montar um cardápio saudável. Para ter acesso a essas informações basta acessar: www.saude.gov.br/nutricao. Se mesmo tomando todos os cuidados, a pessoa ainda assim se sentir mal com vômitos, enjoos e diarreias, o recomendado é procurar uma Unidade de Saúde Básica (UBS) mais próxima
Cuidados com a alimentação nas festas de Fim de Ano
In Controle de Qualidade de Alimentos, In Geral, In informativo, In nutrição, In Você Sabia?
Fonte : Camilla Terra / Blog da Saúde acesso em 28/12/2012
Fim de ano é tempo de comemorações e se alimentar bem faz parte da festa. Para garantir um natal e um ano novo sem surpresas indesejadas é importante tomar algumas precauções antes de se “acabar” na mesa farta. Além da preocupação com os hipertensos e diabéticos, nesse período do ano os casos de intoxicação alimentar são muito comuns. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente dois milhões de pessoas estiveram expostas a doenças transmitidas por alimentos entre 2000 e 2012, no Brasil.
Algumas dicas simples podem evitar que você passe mal ou vá parar no hospital em um dia de celebração. A coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, fala quais são esses cuidados que devem ser tomados para evitar a intoxicação. “Observar a qualidade da comida, a limpeza do local onde compra, a refrigeração, e optar por alimentos frescos e saudáveis sempre. Para que os alimentos da ceia não estraguem, eles devem ser cozidos o mais próximo do momento de servir; deve-se cobrir as saladas folhosas para evitar contaminação; e as saladas com molho, como maionese e salpicão, devem ficar na geladeira até o momento de ir à mesa”, alerta.
Com todos os cuidados devidamente tomados, surge a dúvida sobre o que preparar para os hipertensos e diabéticos. A nutricionista conta que para ninguém ficar de fora da festa é possível ter uma mesa recheada que agrade a toda família. “O prato principal pode ser à base de carnes magras, peru, frango, bacalhau, desde que bem dessalgado. Também podem abusar dos vegetais folhosos e dos legumes. O mais importante é tomar cuidado com os doces, é bom que esses sejam substituídos por frutas secas e in natura, principalmente castanhas e nozes que têm gordura saudável”, recomenda.
O alto consumo de gordura em alimentos básicos como a carne e o leite colabora para que quase metade da população brasileira esteja com excesso de peso (48,5%) e obesos (15,8%). A nutricionista destaca que nas refeições de Natal e Ano Novo também pode e deve existir uma boa participação de frutas, verduras e legumes. No Brasil, apenas 20,2% da população consome cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças, quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde.
Hipertensão e diabetes – A quantidade de sal que o brasileiro consome é excessiva. O diagnóstico médico de hipertensão arterial e diabetes foi relatado por 22,7% e 5,6% da população, respectivamente. Preocupado com isso, o Ministério da Saúde firmou um conjunto de acordos para reduzir o teor de sódio dos produtos processados com as entidades que representam as indústrias de alimentos no país.
Mas esse consumo também pode ser reduzido em casa. “Evitar saleiro à mesa, o consumo de macarrão instantâneo. Ao invés de abusar no sal pra dar sabor aos alimentos, usar um molho mais saudável à base de tomate, ervas aromáticas, cebola, salsa e cebolinha”, lembra Patrícia.
O Guia alimentar do Ministério da saúde traz recomendações sobre como ter uma alimentação saudável. Ele avalia a qualidade da comida que vai à mesa das famílias brasileiras e passa informações simples e diretas sobre como essa dieta deve ser feita.
Academia da saúde – A nutricionista Patrícia Jaime recomenda que esse período do ano, onde há um maior convívio entre as famílias, seja transformado também em um momento de prática da atividade física, lazer e promoção da saúde. “Além de ajudar a perder aqueles ‘quilinhos’ a mais que foram adquiridos nas ceias, ir a uma Academia da Saúde ou a um espaço de lazer público com a sua família pode ser muito bom para compartilhar junto um momento de prazer. Comece 2013 com mais disposição”, orienta.
O Programa Academia da Saúde, criado pela Portaria nº 719, de 07 de abril de 2011, tem como principal objetivo contribuir para promover a saúde da população a partir da implantação de polos com infraestrutura, equipamentos e quadro de pessoal qualificado para a orientação de práticas corporais.
Ministério da Saúde- Ações de incentivo ao Aleitamento Materno
In Geral, In informativo, In nutrição, In Você Sabia?
Fonte: Fabiane Schmidt e Tatiana Alarcon / Agência Saúde acesso em 28/12/2012
A realização das oficinas faz parte da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil. Para 2013, estão previstas 50 oficinas de capacitação de tutores em todo o território brasileiro. Os cursos vão ocorrer em todos os estados e os profissionais formados terão a responsabilidade de replicar a estratégia a outros profissionais de saúde.
“O profissional de saúde deve estar atento às necessidades da criança, da mãe e de toda a família, acolhendo dúvidas, preocupações, dificuldades e oferecendo informações seguras a todos”, explica o ministro da Saúde,Alexandre Padilha. “A amamentação até os dois primeiros anos de vida é muito importante para o desenvolvimento da criança e contribui para a prevenção de doenças”, completa o ministro.
Recomendações – O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam a amamentação exclusiva até os seis meses de vida. Depois disso, o bebê pode começar a receber outros alimentos saudáveis, mas a orientação é que seja mantida a amamentação até os dois anos de idade ou mais (a critério da mãe). Estima-se que o aleitamento materno seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo por causas preveníveis. Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças nessa faixa etária.
Segundo a OMS e o Programa das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em torno de seis milhões de vidas de crianças estão sendo salvas no mundo, a cada ano, por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva. Contudo, no Brasil, dados da II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno – realizada nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, em 2008 – revela que 41% das crianças menores de seis meses de vida estavam em aleitamento materno exclusivo. As demais tinham experimentado outro alimento já nas primeiras semanas ou meses de vida.
Avanços – A Organização das Nações Unidas (ONU) já atestou que o Brasil alcançou antecipadamente os índices de redução definidos nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODB) em relação a óbitos de crianças. A taxa de mortalidade infantil (até um ano de idade), no Brasil, mantém tendência contínua de queda desde 1990. Passou de 47,1 óbitos para cada mil bebês nascidos vivos para 16,2 mortes, em 2010. A mortalidade Neonatal precoce também reduziu e registrou 8,8 óbitos para cada mil nascidos vivos.
“A amamentação é uma estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança. O recomendado à mãe é que ela amamente seu filho até dois anos ou mais”, afirma Paulo Bonilha, coordenador de Saúde da Criança do Ministério da Saúde.
Alimentação complementar – Muitos pais e mães se sentem inseguros quando chega a hora de introduzir novos alimentos à dieta das crianças que completam seis meses de idade. “O profissional de saúde tem um papel fundamental na orientação e no auxílio à família da criança. E o sucesso da alimentação complementar depende de paciência, afeto e apoio de todos envolvidos nos cuidados da criança”, afirma Patrícia Jaime, coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.
Como destaca Patrícia Jaime, os hábitos alimentares são formados nos primeiros anos de vida. A oferta de alimentos não saudáveis contribui para o desenvolvimento um modelo de nutrição que favoreça o excesso de peso, deficiências nutricionais e diversas doenças.
Alimenta Brasil – A Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil é o resultado da integração de duas importantes iniciativas do Ministério da Saúde: a Rede Amamenta Brasil e a Estratégia Nacional para a Alimentação Complementar Saudável (ENPACS). Ano passado, as duas estratégias formaram mais de 4,5 mil tutores e envolveram mais de 38 mil profissionais da Atenção Básica em todo o país.
Fonte: Adaptação da Sociedade Brasileira de Pediatria (2006)
A expressão “papa de fruta” destaca a consistência com que deve ser oferecido esse alimento, ou seja, amassado ou raspado.
Papa Salgada – alimentos preparados e amassados, como carne com legumes.
Cuidados com a alimentação infantil garantem férias saudáveis
In informativo, In nutrição, In Você Sabia?
Autor/Fonte: Camilla Terra / Blog da Saúde acesso em 28/12/2012
As férias de verão tiram qualquer um do ritmo habitual, inclusive as crianças. É tempo de deixar a meninada se divertir, mas uma série de precauções deve ser tomada pelos pais para que a diversão seja garantida e completa. Em casa, na praia, no campo ou na colônia de férias, os riscos são bem parecidos e podem ser evitados. Entre eles, está um problema muito sério que parece ser inofensivo: a alimentação. Os responsáveis devem ficar atentos para que os pequenos não extrapolem com as guloseimas nesse período do ano.
A coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, garante que isso pode ser evitado e dá algumas dicas para que as férias não se transformem em um pesadelo. “Deve-se observar a qualidade da comida, a limpeza do local onde compra, a refrigeração e optar por alimentos frescos e saudáveis sempre. Para garantir a diversão e estar preparado para a rotina de lazer ao longo de um dia de verão é importante ter um café da manha reforçado. Frutas, pães, leites e queijos magros são fundamentais para começar bem o dia”, orienta.
A má alimentação durante o recesso escolar pode trazer problemas como infecção intestinal, enjoos, diarreia e vômitos que vão fazer as crianças perderem alguns dias de diversão. Ou, se for estendida pelo restante do ano e virar hábito, pode trazer problemas futuros.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio de pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, o número de crianças e adolescentes com excesso de peso subiu mais de 300% desde a década de 1970 até hoje. Na época, o número de jovens obesos era de 4% entre os meninos e 7,5% entre as meninas. Agora, é de 18% entre o sexo masculino e 15,5% entre o sexo feminino. O que corresponde ao número alarmante de mais de seis milhões de crianças e jovens brasileiros acima do peso.
Recentemente aprovada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a prevenção da obesidade, diabetes e hipertensão infanto-juvenil passou a ser prioridade da rede de atenção às pessoas com doenças crônicas. O Programa Saúde na Escola do Ministério da Saúde também desenvolve um conjunto de ações em colégios públicos e particulares para promover a saúde da criança com uma alimentação saudável. A coordenadora lembra que mesmo durante as férias esse programa de combate e prevenção deve ser mantido. “Nesse período do ano, as crianças podem se exercitar mais e ter acesso a diferentes alimentos. Os pais devem apresentar frutas e hortaliças diferentes que não faziam parte do hábito alimentar da criança. E continuar evitando os alimentos industrializados, doces e gordurosos”, alerta.
A ingestão de líquido no verão também é fundamental. “Recomenda-se de 1,5 a dois litros, no mínimo, por dia. Esses líquidos devem contemplar principalmente água natural, mas também podem ser obtidos através de chás, sucos, de preferência de bebidas não açucaradas. Porque essas bebidas açucaradas, a exemplo dos refrigerantes, contribuem para o ganho de peso e para a obesidade na infância”, finaliza Patrícia Jaime.
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