Pesquisa sobre tendências de Alimentação
In informativo, In nutriçãoquarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Autor/Fonte: Fernanda Bassette | O Estado de São Paulo acesso pelo CFN em 25/01/12
Publicado em 24/01/2012
Mais da metade da população mundial, ou 53% das pessoas, considera-se acima do peso. Moradores da América Latina superam essa média global, já que 58% dos entrevista dos dizem estar acima do peso ideal.
Os resultados mundiais serão divulgados hoje e integram uma pesquisa sobre tendências de ALIMENTAÇÃO realizada pela Nielsen em 56 países, incluindo o Brasil.
Foram entrevistadas 25 mil pessoas e de acordo com a pesquisa, 74% dos entrevistados declararam mudar hábitos alimentares e fazer DIETA para perder peso, seguido da prática de exercícios físicos (61%). Além disso, 52% dos entrevistados não entende nada ou quase nada do que vem descrito nos rótulos das embalagens.
É de senso comum,por exemplo, que chocolate engorda, porém quase não se fala sobre os benefícios do cacau para o coração",diz Claudio Czarnobai, analista da Nielsen.
A pesquisa demonstra que 8% dos entrevistados da América Latina afirmam usar remédios para perder peso. Os brasileiros, no entanto, superam esse índice: 12% dizem tomar medicamentos.
"Muitas pessoas não ficam satisfeitas em perder só o peso necessário para ser SAUDÁVEL e acabam tomando medicamentos sem necessidade", alerta Rosana Radominski, presidente da Associação Brasileira para Estudo da OBESIDADE (Abeso).
Publicidade de Alimentos-Ações pela Regulação
In Controle de Qualidade de Alimentos, In informativo, In nutriçãoFonte CFN acesso em 25/01/12 e publicado em 12/01/2012
Diversas entidades que fazem parte da Frente Pela Regulação da Publicidade de Alimentos deverão intensificar ações e iniciativas neste ano. No Congresso Nacional, por exemplo, há uma série de propostas que tratam da regulação da publicidade, como os projetos de lei 1637/2007, 5921/2001 e 150/2009.
Tramita também no Congresso um projeto de emenda à Constituição - PEC 73/2007, que prevê a inclusão da regulação da publicidade de alimentos no artigo 220 da Constituição Federal. A frente acompanhará o andamento desses projetos ao longo de 2012, e vai propor a realização de uma audiência pública à Frente Parlamentar pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão com Participação Popular.
As organizações da Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos também decidiram aumentar o número de denúncias sobre propagandas irregulares à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Um dos focos das denúncias devem ser os rótulos dos alimentos, que também funcionam como uma espécie de propaganda do produto. Nos próximos meses, o Instituto de Defesa do Consmidor (Idec), que integra a frente, deve divulgar os resultados de uma pesquisa intitulada "Onde está a fruta?", que questiona o apelo abusivo à alimentação saudável nas embalagens de produtos que, na prática, trazem pouca ou nenhuma quantidade de frutas.
A frente também deve aderir a uma campanha latino-americana contra um componente chamado caramelo IV, encontrado em produtos como a Coca-Cola. A articulação, chamada Toxi-Cola (http://www.toxicola.org) já reúne organizações do México, Nicarágua, Peru, Panamá, Venezuela, Bolívia e El Salvador.
Já o Instituto Alana, que também faz parta da frente, pretende incluir as pesquisas sobre publicidade infantil de brinquedos, estudos realizados em parceria com o Observatório de Mídia Regional da Universidade Federal do Espírito Santo. Trata-se de um levantamento sobre publicidade de alimentos - como refrigerantes e biscoitos - para crianças.
Segundo a equipe do Alana, há muitas empresas que, em seu código de autorregulação, se comprometem a não fazer publicidade dirigida a crianças, mas ignoram este compromisso.
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em todas as suas instâncias, comissões e grupos de trabalho, delibera em favor da regulação da publicidade de alimentos que afeta crianças.
A Conferência Nacional de Segurança Alimentar Nutricional, realizada em novembro, não apenas pediu a regulação desse tipo de propaganda, como também manifestou apoio à resolução 24 da Anvisa, que propunha a regulação dessa atividade - a resolução, porém, está suspensa por liminar obtida na Justiça pela indústria de alimentos.
A regulação da publicidade de alimentos faz parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil 2011-2022, assim como da nova Política Nacional de Alimentação e Nutrição a ser implementada pelo Estado brasileiro.
Entre os dias 27 e 30 de abril, várias organizações que integram a frente participarão do World Nutrition Rio 2012, o Congresso Internacional de Nutrição, que este ano será sediado no Brasil.
Leia também:
Rio Saudável Gastronomia 2012
In gastronomia, In Geral, In informativo, In Restaurantesterça-feira, 24 de janeiro de 2012
Fonte: CRN4 acesso em 24/01/2012
O Instituto de Nutrição Annes Dias (INAD), da Secretaria Municipal de Saúde, promove o festival Rio Saudável Gastronomia 2012, de 25 de abril a 24 de junho, com a participação de restaurantes, bares e hotéis do município. Durante esse período, os estabelecimentos deverão disponibilizar pelo menos um prato ou menu (entrada + prato principal + sobremesa) de acordo com os parâmetros elaborados pela comissão de nutricionistas do festival. A primeira edição do festival ocorreu em 2003.
Os interessados deverão encaminhar o formulário de adesão e a ficha de preparação à comissão organizadora do festival, até 16 de fevereiro, pelo correio (Av. Pausteur 44 – Botafogo CEP 22290-240), por e-mail (riosaudavelgastronomia2012@gmail.com) ou por fax (2244-6929 ou 2244-6930).
O período do festival foi escolhido de forma a acolher os participantes do Congresso World Nutrition Rio2012 e da Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável).
O Rio Saudável Gastronomia tem o apoio de diversos parceiros, entre eles o Conselho Regional de Nutricionistas - 4ª Região (CRN-4), Associação de Nutrição do Estado do Rio de Janeiro (Anerj), o Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio (INU/UERJ), o Convivium Slow Food do Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e a Agência Binky.
ANVISA- Guia orienta preparo de alimentos
In Controle de Qualidade de Alimentos, In gastronomiaFONTE: ANVISA acesso em 24/01/2012
Eujane Medeiros – Imprensa/Anvisa- 4/01/2012
( ABAIXO), o
Guia de Boas Práticas Nutricionais poderá ser destinado a um alimento específico ou a um serviço de alimentação. As Boas Práticas (BPN) são medidas que visam orientar os serviços de alimentação (estabelecimento onde o alimento é manipulado, preparado, armazenado e/ou exposto à venda) na preparação de alimentos com menores teores de açúcar, gordura trans, gordura saturada e sódio, contribuindo para uma alimentação mais saudável.
As BPNs surgiram a partir da necessidade de melhoria do perfil nutricional dos alimentos. O sódio, por exemplo, contribui para o aparecimento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), como a pressão alta, doenças cardiovasculares e doenças renais que, atualmente, são um dos principais problemas de saúde pública do Brasil.
De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a redução do consumo de sal para 5 gramas/dia, diminuiria em 10% a pressão arterial da população brasileira, em 15% os óbitos por acidente vascular cerebral e em 10% nos óbitos por infarto. Com essa redução, 1,5 milhão de brasileiros não precisariam de medicação para hipertensão e a expectativa de vida dos hipertensos seria aumentada em até quatro anos.
“A adoção das BPNs é voluntária e é importante que os serviços de alimentação participem desse processo e, assim, contribuam para uma população brasileira mais saudável”, ressaltou Denise de Oliveira Resende, Gerente-Geral de Alimentos.
Pão francês
O pão francês foi o primeiro alimento a ter um Guia de Boas Práticas Nutricionais. Esse alimento é um dos que mais contribui para a ingestão de sódio pela população, pois é tradicionalmente consumido no café da manhã e, às vezes, no lanche.
Segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada nos anos de 2008 e 2009, a média de consumo diário per capita de pão de sal é de 53g/dia, ou seja, valores próximos a 50g/dia, que é o correspondente a uma unidade de pão francês.
O Guia de Boas Práticas Nutricionais para Pão Francês ( ABAIXO) visa orientar os serviços de alimentação, em especial as padarias. O documento incentiva a redução da quantidade de sal utilizada durante o preparo, contribuindo para a oferta de um pão mais saudável à população brasileira.
A meta é reduzir, progressivamente, a quantidade de sódio adicionada ao Pão Francês, até chegar ao total de 10% em 2014. Assim, uma unidade de pão francês (50g) que, em 2011, tem em média 320 mg de sódio, terá 304 mg em 2012 e 289 mg em 2014.
“É importante que a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), a Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), a Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo) e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), que assinaram o Termo de Compromisso para redução de sódio nos alimentos com o Ministério da Saúde, em 13 de dezembro de 2011, divulguem esse documento, de forma a alcançar a meta de redução do sódio do pão francês”, lembrou Denise de Oliveira Resende.
ANVISA- Consulta pública para banir agrotóxicos prejudiciais à saúde humana
In Controle de Qualidade de Alimentos, In informativoFonte: ANVISA acesso em 24/01/2012
Danilo Molina - Imprensa/Anvisa
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda - feira (23/1), duas consultas públicas recomendando o banimento dos agrotóxicos parationa metílicia e forato. As recomendações da Anvisa estão baseadas em estudos científicos que relacionam o uso desses agrotóxicos a problemas de saúde.
“Nossa medida pretende reduzir o risco da população exposta a esses produtos, tendo em vista que são extremamente tóxicos e estão sofrendo restrições de uso em diversos países”, afirma o diretor da Agência, Agenor Álvares.
A parationa metílica é um inseticida e acaricida que tem uso autorizado nas culturas do algodão, alho, arroz, batata, cebola, feijão, milho, soja e trigo. “Este agrotóxico possui características neurotóxicas, imunotóxicas, mutagênicas e provoca toxicidade para os sistemas endócrino e reprodutor e para o desenvolvimento de embriões e fetos, além de gerar desordens psiquiátricas”, explica Álvares.
Quanto ao forato, o diretor da Anvisa destaca que o produto pode provocar letalidade em doses baixas, por diferentes vias de exposição, e está associado com diabetesmellitus na gravidez, toxicidade reprodutiva e para o sistema respiratório, nefrotoxicidade e neurotoxicidade. Esse agrotóxico é um inseticida, acaricida e nematicida (empregado para combater alguns parasitas) utilizado no cultivo do algodão, amendoim, batata, café, feijão, milho, tomate e trigo.
Cenário internacional
No cenário internacional, os dois produtos são proibidos na Comunidade Europeia. A parationa metílica também não pode ser utilizada na China, Japão, Indonésia, Sri Lanka e Tanzânia. Nos Estados Unidos, esse agrotóxico está classificado como restrito, o que significa que as formulações à base de parationa metílica só podem ser compradas e usadas por aplicadores certificados. Ainda, nos Estados Unidos, a aplicação do produto é mecanizada, o que diminui a exposição dos trabalhadores ao produto.
O forato está em processo de descontinuidade de uso para a cultura da batata no Canadá e tem prioridade para ser reavaliado na Austrália. Nos Estados Unidos, o uso desse agrotóxico sofre diversas restrições, tais como: uso em sistemas fechados, proibição de aplicação aérea, restrição de culturas autorizadas e regiões e definição de uma única aplicação por safra.
Retirada voluntária
Uma das empresas, fabricante de produtos à base de parationa metílica no Brasil, já se manifestou formalmente à Anvisa de que irá retirar esse agrotóxico do mercado nacional, de forma voluntária, em 2012.
Contribuições
As contribuições às Consultas Públicas 8 e 9/2011 podem ser feitas pelo site da Anvisa ou pelo e-mail toxicologia@anvisa.gov.br. Outros canais de participação são o fax (61) 3462 - 5726 e cartas para o endereço Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Gerência-Geral de Toxicologia, SIA, Trecho 5, Área Especial 57, Lote 200, Brasília, DF, CEP 71.205.050.
Confira as notas técnicas que recomendam a proibição de uso da parationa metílica e do forato no Brasil.
ANVISA- Sete grupos de alimentos terão redução de sódio
In Controle de Qualidade de Alimentos, In gastronomia, In informativo, In nutriçãoquarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Fonte : Anvisa acesso em 14/12/11

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com representantes da indústria alimentícia, assinou, nesta terça-feira (13/12), nova fase do acordo que prevê a redução gradual de sódio em 16 categorias de alimentos. Nesta etapa, serão detalhadas as metas para os alimentos que estão entre os mais consumidos pelo público infanto-juvenil, incluindo sete categorias: batatas fritas e batata palha, pão francês, bolos prontos, misturas para bolos, salgadinhos de milho, maionese e biscoitos (doces ou salgados). O documento define o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializados. As metas (ver no fim do texto) devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2014 e aprofundadas até 2016.
A redução do consumo de sódio no Brasil é uma das estratégias do governo federal para o enfrentamento às doenças crônicas, como hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. “Esta segunda etapa do acordo reforça o projeto conjunto entre governo e indústrias para respeitar a recomendação de consumo máximo da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de menos de 5 gramas de sal diários por pessoa, até 2020”, considera o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel/2010). Já as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 319 mil óbitos em todo o país, em 2009.
PREOCUPAÇÃO – De acordo com dados do IBGE, o consumo individual de sal, apenas nos domicílios brasileiros, foi de 9,6 gramas diários, enquanto o consumo total foi estimado em aproximadamente 12g diários, o que representa mais do que o dobro do recomendado pela OMS. Esta pesquisa revelou, ainda, que mais de 70% dos brasileiros consomem mais do que 5g de sal ao dia (o equivalente a quatro colheres rasas de café), chegando este percentual a mais de 90%, no caso de adolescentes de 14 a 18 anos e adultos da zona urbana.
Os adolescentes brasileiros apresentaram consumo muito mais elevado de alimentos como salgadinhos (sete vezes maior), biscoitos recheados (perto de quatro vezes maior), biscoitos doces (mais de 2,5 vezes maior) e biscoitos salgados (50% maior) em relação aos adultos.
O acordo firmado pelo Ministério da Saúde inclui a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip).
MONITORAMENTO – Este segundo termo de compromisso também prevê o acompanhamento da utilização de sal e outros ingredientes com sódio pelas indústrias, de forma a assegurar o monitoramento da redução do sódio em alimentos processados. Assim, o acordo determina o acompanhamento das informações da rotulagem nutricional dos produtos e as análises laboratoriais de produtos coletados no mercado e da utilização dos ingredientes à base de sódio pelas indústrias. Além do Ministério da Saúde e das associações da indústria alimentícia, o acordo foi assinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que ficará responsável por monitorar o cumprimento do acordo.
Veja o que estabelece o acordo para as sete categorias de alimentos:
TIPO DE ALIMENTO | TEOR ATUAL DE SÓDIO | META DE TEOR DE SÓDIO | REDUÇÃO |
PÃO FRANCÊS | 648mg/100g | 586mg/ 100g | 2,5% ao ano até 2014 |
BATATAS FRITAS E PALHA | 720mg/100g | 529mg/ 100g | 5% ao ano até 2016 |
SALGADINHOS DE MILHO | 1.288mg/100g | 747mg/ 100g | 8,5% ao ano até 2016 |
BOLOS PRONTOS | 463mg/100g | Entre 204mg/100g e 332g/100g (meta varia conforme o tipo de bolo) | 7,5% a 8% ao ano até 2014 |
MISTURAS PARA BOLOS | 568mg/100g | 334mg/100g (aerados), 250mg/100g (cremosos) | 8% a 8,5% ao ano até 2016 |
BISCOITOS | 1.220mg/100g (salgados), 490mg/100g (doces) e 600mg/100g (doces recheados) | 699mg/100g (salgados), 359mg/100g (doces) e 265mg/100g (doces recheados. | 7,5% a 19,5% ao ano até 2014 |
MAIONESE | 1.567mg/100g | 1.052mg/100g | 9,5% ao ano até 2014 |
ANVISA-Contaminação por agrotóxicos persiste em alimentos analisados
In Controle de Qualidade de Alimentos, In gastronomia, In Geral, In informativo, In nutrição, In Você Sabia?quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Fonte: ANVISA acesso em 07-12-11
Danilo Molina - Imprensa / Anvisa

O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico, durante o ano de 2010. É o que apontam dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgados nesta quarta-feira (7/12). Mais de 90% das amostras de pimentão analisadas pelo Programa apresentaram problemas.
No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras irregulares foi de 63% e 58%, respectivamente. Os dois problemas detectados na análise das amostras foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.
A alface e a cenoura também apresentaram elevados índices de contaminação por agrotóxicos. Em 55% das amostras de alface foram encontradas irregularidades. Já na cenoura, o índice foi de 50%.
Na beterraba, no abacaxi, na couve e no mamão foram verificadas irregularidades em cerca de 30% das amostras analisadas. “São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”, afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.
Por outro lado, a batata obteve resultados satisfatórios em 100% das amostras analisadas. Em 2002, primeiro ano de monitoramento do programa, 22,2% das amostras de batata coletadas apresentavam irregularidades.
Balanço
No balanço geral, das 2.488 amostras coletadas pelo Para, 28% estavam insatisfatórias. Deste total, em 24, 3% dos casos, os problemas estavam relacionados à constatação de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada.
Já em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados. “Esses resíduos indicam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança”, evidencia Álvares.
Nos 1,9% restantes, as duas irregularidades foram encontradas simultaneamente na mesma amostra.
Para
Em 2010, o programa monitorou o resíduo de agrotóxicos em 18 culturas: abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho e tomate. As amostras foram coletadas em 25 estados do país e no Distrito Federal. Apenas São Paulo não participou do Programa em 2010.
“Essas culturas são escolhidas de acordo com a importância do alimento na cesta básica dos brasileiros, no perfil de uso de agrotóxicos para aquela cultura e na distribuição da lavoura pelo território nacional”, explica Álvares. Depois, as amostras foram encaminhadas para análise nos seguintes laboratórios: Instituto Octávio Magalhães, Laboratório Central do Paraná, Laboratório Central do Rio Grande do Sul e Laboratório Central de Goiás.
A metodologia analítica empregada pelos laboratórios é a multiresíduos, capaz de identificar a presença de até 167 diferentes agrotóxicos em cada amostra analisada. “Trata-se de uma tecnologia de ponta e é utilizada por países como Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Holanda para monitorar resíduos de agrotóxicos em alimentos”, diz o diretor da Anvisa.
Cuidados
Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.
É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.
Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos. “Os supermercados também tem um papel fundamental nesse processo, no sentido de rastrear, identificar e só comprar produtos de fornecedores que efetivamente adotem boas práticas agrícolas na produção de alimentos”, afirma Álvares.
Em 2010, apenas 2,1% das amostras analisadas pelo Para não tiveram qualquer rastreabilidade. Na maioria dos casos (61,2%), foi possível rastrear o alimento até o distribuidor.
Resultados Para 2010
| Produto | Nº de amostras analisadas | NA | > LMR | > LMR e NA | Total de Insatisfatórios | ||||
| (1) | (2) | (3) | (1+2+3) | ||||||
| Nº | % | Nº | % | Nº | % | Nº | % | ||
| Abacaxi | 122 | 20 | 16,4% | 10 | 8,2% | 10 | 8,2% | 40 | 32,8% |
| Alface | 131 | 68 | 51,9% | 0 | 0,0% | 3 | 2,3% | 71 | 54,2% |
| Arroz | 148 | 11 | 7,4% | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% | 11 | 7,4% |
| Batata | 145 | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% |
| Beterraba | 144 | 44 | 30,6% | 2 | 1,4% | 1 | 0,7% | 47 | 32,6% |
| Cebola | 131 | 4 | 3,1% | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% | 4 | 3,1% |
| Cenoura | 141 | 69 | 48,9% | 0 | 0,0% | 1 | 0,7% | 70 | 49,6% |
| Couve | 144 | 35 | 24,3% | 4 | 2,8% | 7 | 4,9% | 46 | 31,9% |
| Feijão | 153 | 8 | 5,2% | 2 | 1,3% | 0 | 0,0% | 10 | 6,5% |
| Laranja | 148 | 15 | 10,1% | 3 | 2,0% | 0 | 0,0% | 18 | 12,2% |
| Maça | 146 | 8 | 5,5% | 5 | 3,4% | 0 | 0,0% | 13 | 8,9% |
| Mamão | 148 | 32 | 21,6% | 10 | 6,8% | 3 | 2,0% | 45 | 30,4% |
| Manga | 125 | 5 | 4,0% | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% | 5 | 4,0% |
| Morango | 112 | 58 | 51,8% | 3 | 2,7% | 10 | 8,9% | 71 | 63,4% |
| Pepino | 136 | 76 | 55,9% | 2 | 1,5% | 0 | 0,0% | 78 | 57,4% |
| Pimentão | 146 | 124 | 84,9% | 0 | 0,0% | 10 | 6,8% | 134 | 91,8% |
| Repolho | 127 | 8 | 6,3% | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% | 8 | 6,3% |
| Tomate | 141 | 20 | 14,2% | 1 | 0,7% | 2 | 1,4% | 23 | 16,3% |
| Total | 2488 | 605 | 24,3% | 42 | 1,7% | 47 | 1,9% | 694 | 27,9% |
(1) amostras que apresentaram somente IA não autorizados (NA); (2) amostras somente com IA autorizados, mas acima dos limites máximos autorizados (> LMR); (3) amostras com as duas irregularidades (NA e > LMR); (1+2+3) soma de todos os tipos de irregularidades.
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