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Manual de Boas Práticas, POPs , Treinamentos

Cartilha da ANVISA- para orientação de Manipuladores de Alimentos

Aproveitamento Integral dos Alimentos

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MESA BRASIl

Cuidados nos cruzeiros marítimos

sábado, 29 de dezembro de 2012


Fonte: Camilla Terra / Blog da Saúde
Além das praias, do campo e das cachoeiras, passar uns dias em alto mar passou ser a opção de muitos brasileiros que querem sair da rotina e aproveitar as férias. A procura por cruzeiros marítimos vem aumentando no país, e seja para passear pela costa brasileira ou para fazer um itinerário internacional, alguns cuidados devem ser tomados durante a viagem. Os navios de cruzeiro são inspecionados por equipes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), presentes em diferentes portos nacionais. As inspeções são programadas, mas não são anunciadas. Durante essa atividade, eles são avaliados em diversos itens como: abastecimento, tratamento, água potável, recebimento, armazenamento, manipulação e exposição de alimentos.
Apesar desse cuidado, casos de virose e intoxicação alimentar durante viagens de navio são frequentemente noticiados. A probabilidade da proliferação de uma virose, por exemplo, é maior de acontecer em um navio porque todos estão em um mesmo ambiente, parcialmente fechado, sem poder sair. Algumas dicas básicas de higienização podem evitar surtos de doenças transmitidas por alimentos. Andrea Regina Oliveira, gerente de alimentos da Anvisa, dá algumas recomendações. “Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou solução anti-séptica, principalmente antes de ingerir alimentos e após utilizar sanitários. Beber água tratada acondicionada em embalagens lacradas ou de fonte segura e evitar adicionar gelo de procedência desconhecida às bebidas”, alerta.
É importante que os viajantes estejam atentos à segurança e à qualidade dos alimentos que serão ingeridos. Além da água, os alimentos contaminados são os maiores responsáveis por colocar em risco a saúde dos passageiros. “É preciso assegurar-se de que todo alimento está bem cozido, frito ou assado; evitar o consumo de frutos do mar crus, leite e seus derivados crus, preparações culinárias que contenham ovos crus; e frutas e verduras danificadas, pois a casca protege esses alimentos de contaminação”, recomenda.
Os alimentos devem conter no rótulo a identificação do produtor e data de validade, e a embalagem deve estar íntegra. “Os alimentos perecíveis, já preparados, como salada e carne assada, por exemplo, devem ficar refrigerados. Os alimentos frios devem ser mantidos em baixa temperatura, abaixo de 5° C, e os alimentos quentes devem ficar bem aquecidos, sempre acima de 60 °C. Eles não devem ficar em temperatura ambiente. Mantendo os alimentos na temperatura adequada, os micróbios não têm possibilidade de se multiplicar e vir a causar doença em quem os ingere”, esclarece. Em muitos países é necessário somente o controle do tempo de exposição dos alimentos, no Brasil também é preciso haver controle quanto à temperatura deles.
Quando a Anvisa constata irregularidades, as embarcações só são liberadas para continuar a navegação de rotina após a correção dos problemas.
Inspeção Sanitária – Dados divulgados pela Anvisa, em junho de 2012, apontam que 55% dos navios de longo curso, que estiveram na costa brasileira durante a última temporada, estavam em boas condições sanitárias. O ranking classifica os navios em quatro categorias (A,B,C e D), de acordo com o grau de risco para saúde que cada embarcação apresenta no momento da fiscalização.
Das 27 embarcações inspecionadas pela agência, 15 foram classificadas na categoria A, cinco embarcações (19%) foram classificadas na categoria B (acima da média) e quatro embarcações foram na categoria C (na média). Os navios Star Princess, Veendam e Asuka 2 estavam em condições sanitárias insatisfatórias e foram classificados na categoria D do ranking.
Praias – A maioria dos cruzeiros traz no roteiro de viagem paradas estratégicas em praias. Para que o passeio continue sem maiores surpresas, a coordenadora da Anvisa recomenda que o viajante evite o consumo de alimentos vendidos por ambulantes. “A preocupação é de como o alimento chegou até o ponto de venda e como foi mantido até o momento a ser ingerido. No caso do ambulante, o alimento geralmente é preparado na casa da pessoa que está vendendo e muitas vezes não foi manipulado com boas condições de higiene. Quanto mais o alimento é mexido, picotado e cortado aumenta o risco para quem consome. A salada de frutas e o sanduíche natural são exemplos disso. Portanto, os viajantes devem observar a higiene do local no qual ele está sendo vendido (isopor, pote plástico, entre outros) e se está sendo mantido em temperatura adequada pode evitar uma doença”, explica.
Viagem internacional – Para os cruzeiros com destinos internacionais, Andrea Oliveira alerta para os alimentos ainda não conhecidos. “Quando for consumir alimentos exóticos, o viajante deve ser prudente e não exagerar. Dar preferência às comidas que são preparadas na hora também é importante. As frutas aparecem como boa opção, mas devem estar inteiras e lavadas”, explica.
A coordenadora também recomenda que seja feita uma pesquisa prévia na internet e em agências de turismo sobre os pratos típicos do país visitado. A Cartilha sobre as Boas Práticas para Serviços de Alimentação da Anvisa é baseada nas normas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e pode servir como parâmetro para os turistas no momento de escolher o estabelecimento onde irá se alimentar.

Cartilha da alimentação saudável e segura- Fora do Lar

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Autor : Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (CRN-3)
acesso em 28/12/2012

O Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (CRN-3),  elaborou esta cartilha com dicas sobre alimentação e escolhas mais saudáveis, além de cuidados sobre higiene dos alimentos consumidos fora de casa, com o objetivo de promover a saúde e o bem estar da população. O Brasil é o quinto país do mundo no qual as pessoas realizam pelo menos uma refeição ao dia fora do lar



Consumo de bebidas adoçadas com açúcar x risco para obesidade



Fonte : Nutritotal acesso em 28/12/2012
Autor(a):       Rita de Cássia Borges de Castro

Estudo publicado na revista The New England Journal of Medicine demonstrou que o consumo frequente de bebidas adoçadas com açúcares simples, como os refrigerantes, aumenta a predisposição genética para a obesidade.

Foram avaliados 33.097 indivíduos (28.674 mulheres e 4.423 homens) e utilizados questionários de frequência alimentar semiquantitativo para avaliar a ingestão de alimentos e bebidas. As bebidas adoçadas com açúcar analisadas foram: refrigerantes com ou sem cafeína, bebidas gaseificadas, sucos industrializados e outros. Os participantes foram divididos em quatro grupos, a partir da quantidade de bebidas adoçadas com açúcar que consumiam: a) menos de uma bebida por mês; b) uma a quatro bebidas por mês; c) duas ou três por semana; d) uma ou mais bebidas por dia.

Foram selecionados 32 polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) relacionados com a obesidade e atribuídas pontuações entre 0 e 64, sendo que os valores mais elevados indicariam uma maior predisposição genética para a obesidade.

Os pesquisadores descobriram que os indivíduos com 10 pontos de predisposição genética para obesidade, mas que consumiam menos de uma bebida por mês não apresentaram aumento de risco para obesidade. Entretanto, os indivíduos com 10 pontos de predisposição genética e com consumo de uma a quatro bebidas por mês apresentaram aumento no risco para obesidade em 12%, em 38% para o consumo de 2-3  bebidas por semana e em 78% para uma ou mais bebidas por dia. Os autores verificaram que os indivíduos com essa mesma pontuação de predisposição genética, mas que tinham hábitos alimentares saudáveis, como consumo diário de frutas e hortaliças, apresentaram diminuição do risco para obesidade. 

“Nossas descobertas reforçam a necessidade de intervenções que reduzam a ingestão de bebidas açucaradas como um meio de reduzir o risco de obesidade e doenças relacionadas”, destacam os autores. 
“Em conclusão, nossos dados fornecem evidências consistentes de que o maior consumo de bebidas adoçadas com açúcar está associado com o aumento na predisposição genética para a obesidade entre mulheres e homens”, concluem.

Referência(s)
Qi Q, Chu AY, Kang JH, Jensen MK, Curhan GC, Pasquale LR, et al. Sugar-sweetened beverages and genetic risk of obesity. N Engl J Med. 2012;367(15):1387-96.

Consumo de líquidos no verão


Fonte: Alexandre Penido / Web Rádio Saúde acesso em 28/12/2012
O verão chegou. E durante o período de férias dessa estação, boa parte da população brasileira aproveita para curtir praias, rios, cachoeiras e piscinas. Ao passar o dia fora de casa e exposto ao sol, no entanto, é preciso tomar alguns cuidados com a alimentação pra não ter que trocar o lazer por uma cama de hospital. O primeiro e mais essencial deles é ingerir bastante água.
A coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, explica que, nesse período, o recomendado é tomar em média dois litros por dia. ”Recomendamos um consumo de um litro e meio a dois litros no mínimo de líquidos. Esses líquidos devem contemplar principalmente água natural, mas também podem ser obtidos através de chás, sucos, de preferência de bebidas não açucaradas. Porque essas bebidas açucaradas, a exemplo dos refrigerantes, contribuem bastante para o ganho de peso e para a obesidade na infância”.
Como no verão é comum as pessoas comprarem alimentos e bebidas de vendedores ambulantes, a coordenadora de Nutrição destaca que é preciso ter cuidado com esses produtos, principalmente com aqueles que ficam expostos ao sol e são fáceis de estragar. Isso porque o risco de intoxicação alimentar é maior no verão tanto em adultos, quanto em crianças. ”É preciso observar a situação de higiene do ambiente onde você vai comprar o alimento. Se é um alimento que necessita de refrigeração, que ele não seja comprado em estabelecimentos que não garantam essa qualidade sanitária. Dê preferencia por alimentos frescos e nunca comprar alimentos que você está desconfiando da procedência”.
Patrícia Jaime dá dicas de como deve ser o café da manhã ideal antes de sair para a praia: “É importante primeiro garantir um bom café da manhã. Então, um café da manhã que contenha frutas, pães, de preferência integral, leites, queijos magros para que a criança e adulto esteja preparada para a rotina de lazer ao longo do dia”.
O Ministério da Saúde conta com um Guia Alimentar da População Brasileira que oferece mais de 50 tipos de porções de alimentos que podem ajudar a montar um cardápio saudável. Para ter acesso a essas informações basta acessar: www.saude.gov.br/nutricao. Se mesmo tomando todos os cuidados, a pessoa ainda assim se sentir mal com vômitos, enjoos e diarreias, o recomendado é procurar uma Unidade de Saúde Básica (UBS) mais próxima

Cuidados com a alimentação nas festas de Fim de Ano


Fonte : Camilla Terra / Blog da Saúde  acesso em 28/12/2012
Fim de ano é tempo de comemorações e se alimentar bem faz parte da festa. Para garantir um natal e um ano novo sem surpresas indesejadas é importante tomar algumas precauções antes de se “acabar” na mesa farta. Além da preocupação com os hipertensos e diabéticos, nesse período do ano os casos de intoxicação alimentar são muito comuns. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente dois milhões de pessoas estiveram expostas a doenças transmitidas por alimentos entre 2000 e 2012, no Brasil.
Algumas dicas simples podem evitar que você passe mal ou vá parar no hospital em um dia de celebração. A coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, fala quais são esses cuidados que devem ser tomados para evitar a intoxicação. “Observar a qualidade da comida, a limpeza do local onde compra, a refrigeração, e optar por alimentos frescos e saudáveis sempre. Para que os alimentos da ceia não estraguem, eles devem ser cozidos o mais próximo do momento de servir; deve-se cobrir as saladas folhosas para evitar contaminação; e as saladas com molho, como maionese e salpicão, devem ficar na geladeira até o momento de ir à mesa”, alerta.
Com todos os cuidados devidamente tomados, surge a dúvida sobre o que preparar para os hipertensos e diabéticos. A nutricionista conta que para ninguém ficar de fora da festa é possível ter uma mesa recheada que agrade a toda família. “O prato principal pode ser à base de carnes magras, peru, frango, bacalhau, desde que bem dessalgado. Também podem abusar dos vegetais folhosos e dos legumes. O mais importante é tomar cuidado com os doces, é bom que esses sejam substituídos por frutas secas e in natura, principalmente castanhas e nozes que têm gordura saudável”, recomenda.
O alto consumo de gordura em alimentos básicos como a carne e o leite colabora para que quase metade da população brasileira esteja com excesso de peso (48,5%) e obesos (15,8%). A nutricionista destaca que nas refeições de Natal e Ano Novo também pode e deve existir uma boa participação de frutas, verduras e legumes. No Brasil, apenas 20,2% da população consome cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças, quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde.
Hipertensão e diabetes – A quantidade de sal que o brasileiro consome é excessiva. O diagnóstico médico de hipertensão arterial e diabetes foi relatado por 22,7% e 5,6% da população, respectivamente. Preocupado com isso, o Ministério da Saúde firmou um conjunto de acordos para reduzir o teor de sódio dos produtos processados com as entidades que representam as indústrias de alimentos no país.
Mas esse consumo também pode ser reduzido em casa. “Evitar saleiro à mesa, o consumo de macarrão instantâneo. Ao invés de abusar no sal pra dar sabor aos alimentos, usar um molho mais saudável à base de tomate, ervas aromáticas, cebola, salsa e cebolinha”, lembra Patrícia.
O Guia alimentar do Ministério da saúde traz recomendações sobre como ter uma alimentação saudável. Ele avalia a qualidade da comida que vai à mesa das famílias brasileiras e passa informações simples e diretas sobre como essa dieta deve ser feita.
Academia da saúde – A nutricionista Patrícia Jaime recomenda que esse período do ano, onde há um maior convívio entre as famílias, seja transformado também em um momento de prática da atividade física, lazer e promoção da saúde. “Além de ajudar a perder aqueles ‘quilinhos’ a mais que foram adquiridos nas ceias, ir a uma Academia da Saúde ou a um espaço de lazer público com a sua família pode ser muito bom para compartilhar junto um momento de prazer. Comece 2013 com mais disposição”, orienta.
O Programa Academia da Saúde, criado pela Portaria nº 719, de 07 de abril de 2011, tem como principal objetivo contribuir para promover a saúde da população a partir da implantação de polos com infraestrutura, equipamentos e quadro de pessoal qualificado para a orientação de práticas corporais.

Ministério da Saúde- Ações de incentivo ao Aleitamento Materno

Fonte: Fabiane Schmidt e Tatiana Alarcon / Agência Saúde acesso em 28/12/2012


A partir de janeiro de 2013, o Ministério da Saúde promoverá novas ações de incentivo à alimentação saudável para crianças menores de dois anos. Por meio de oficinas de formação, o governo federal pretende capacitar mil profissionais de saúde que atuam em Unidades Básicas de Saúde (UBS) para que sejam multiplicadores de informações que incentivem, também, o aleitamento materno até o segundo ano de vida da criança. O objetivo é que o aumento da qualidade dos alimentos consumidos até os dois anos de idade – complementados com leito materno, quando possível – influenciem para a melhoria dos indicadores de saúde das crianças nesta faixa etária.
A realização das oficinas faz parte da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil. Para 2013, estão previstas 50 oficinas de capacitação de tutores em todo o território brasileiro. Os cursos vão ocorrer em todos os estados e os profissionais formados terão a responsabilidade de replicar a estratégia a outros profissionais de saúde.
“O profissional de saúde deve estar atento às necessidades da criança, da mãe e de toda a família, acolhendo dúvidas, preocupações, dificuldades e oferecendo informações seguras a todos”, explica o ministro da Saúde,Alexandre Padilha. “A amamentação até os dois primeiros anos de vida é muito importante para o desenvolvimento da criança e contribui para a prevenção de doenças”, completa o ministro.
Recomendações – O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam a amamentação exclusiva até os seis meses de vida. Depois disso, o bebê pode começar a receber outros alimentos saudáveis, mas a orientação é que seja mantida a amamentação até os dois anos de idade ou mais (a critério da mãe). Estima-se que o aleitamento materno seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo por causas preveníveis. Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças nessa faixa etária.
Segundo a OMS e o Programa das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em torno de seis milhões de vidas de crianças estão sendo salvas no mundo, a cada ano, por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva. Contudo, no Brasil, dados da II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno – realizada nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, em 2008 – revela que 41% das crianças menores de seis meses de vida estavam em aleitamento materno exclusivo. As demais tinham experimentado outro alimento já nas primeiras semanas ou meses de vida.
Avanços – A Organização das Nações Unidas (ONU) já atestou que o Brasil alcançou antecipadamente os índices de redução definidos nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODB) em relação a óbitos de crianças. A taxa de mortalidade infantil (até um ano de idade), no Brasil, mantém tendência contínua de queda desde 1990. Passou de 47,1 óbitos para cada mil bebês nascidos vivos para 16,2 mortes, em 2010. A mortalidade Neonatal precoce também reduziu e registrou 8,8 óbitos para cada mil nascidos vivos.
“A amamentação é uma estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança. O recomendado à mãe é que ela amamente seu filho até dois anos ou mais”, afirma Paulo Bonilha, coordenador de Saúde da Criança do Ministério da Saúde.
Alimentação complementar – Muitos pais e mães se sentem inseguros quando chega a hora de introduzir novos alimentos à dieta das crianças que completam seis meses de idade. “O profissional de saúde tem um papel fundamental na orientação e no auxílio à família da criança. E o sucesso da alimentação complementar depende de paciência, afeto e apoio de todos envolvidos nos cuidados da criança”, afirma Patrícia Jaime, coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.
Como destaca Patrícia Jaime, os hábitos alimentares são formados nos primeiros anos de vida. A oferta de alimentos não saudáveis contribui para o desenvolvimento um modelo de nutrição que favoreça o excesso de peso, deficiências nutricionais e diversas doenças.

Alimenta Brasil – A Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil é o resultado da integração de duas importantes iniciativas do Ministério da Saúde: a Rede Amamenta Brasil e a Estratégia Nacional para a Alimentação Complementar Saudável (ENPACS). Ano passado, as duas estratégias formaram mais de 4,5 mil tutores e envolveram mais de 38 mil profissionais da Atenção Básica em todo o país.


Fonte: Adaptação da Sociedade Brasileira de Pediatria (2006)

A expressão “papa de fruta” destaca a consistência com que deve ser oferecido esse alimento, ou seja, amassado ou raspado.
Papa Salgada – alimentos preparados e amassados, como carne com legumes.

Cuidados com a alimentação infantil garantem férias saudáveis


Autor/Fonte: Camilla Terra / Blog da Saúde  acesso em 28/12/2012
As férias de verão tiram qualquer um do ritmo habitual, inclusive as crianças. É tempo de deixar a meninada se divertir, mas uma série de precauções deve ser tomada pelos pais para que a diversão seja garantida e completa. Em casa, na praia, no campo ou na colônia de férias, os riscos são bem parecidos e podem ser evitados. Entre eles, está um problema muito sério que parece ser inofensivo: a alimentação. Os responsáveis devem ficar atentos para que os pequenos não extrapolem com as guloseimas nesse período do ano.
A coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, garante que isso pode ser evitado e dá algumas dicas para que as férias não se transformem em um pesadelo. “Deve-se observar a qualidade da comida, a limpeza do local onde compra, a refrigeração e optar por alimentos frescos e saudáveis sempre. Para garantir a diversão e estar preparado para a rotina de lazer ao longo de um dia de verão é importante ter um café da manha reforçado. Frutas, pães, leites e queijos magros são fundamentais para começar bem o dia”, orienta.
A má alimentação durante o recesso escolar pode trazer problemas como infecção intestinal, enjoos, diarreia e vômitos que vão fazer as crianças perderem alguns dias de diversão. Ou, se for estendida pelo restante do ano e virar hábito, pode trazer problemas futuros.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio de pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, o número de crianças e adolescentes com excesso de peso subiu mais de 300% desde a década de 1970 até hoje. Na época, o número de jovens obesos era de 4% entre os meninos e 7,5% entre as meninas. Agora, é de 18% entre o sexo masculino e 15,5% entre o sexo feminino. O que corresponde ao número alarmante de mais de seis milhões de crianças e jovens brasileiros acima do peso.
Recentemente aprovada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a prevenção da obesidade, diabetes e hipertensão infanto-juvenil passou a ser prioridade da rede de atenção às pessoas com doenças crônicas. O Programa Saúde na Escola do Ministério da Saúde também desenvolve um conjunto de ações em colégios públicos e particulares para promover a saúde da criança com uma alimentação saudável. A coordenadora lembra que mesmo durante as férias esse programa de combate e prevenção deve ser mantido. “Nesse período do ano, as crianças podem se exercitar mais e ter acesso a diferentes alimentos. Os pais devem apresentar frutas e hortaliças diferentes que não faziam parte do hábito alimentar da criança. E continuar evitando os alimentos industrializados, doces e gordurosos”, alerta.
A ingestão de líquido no verão também é fundamental. “Recomenda-se de 1,5 a dois litros, no mínimo, por dia. Esses líquidos devem contemplar principalmente água natural, mas também podem ser obtidos através de chás, sucos, de preferência de bebidas não açucaradas. Porque essas bebidas açucaradas, a exemplo dos refrigerantes, contribuem para o ganho de peso e para a obesidade na infância”, finaliza Patrícia Jaime.

Teste do IDEC sobre agrotóxicos


Fonte : IDEC acesso em 28/12/12  Revista nº170 - Outubro 2012

Teste realizado pelo Idec com 53 alimentos industrializados detecta resíduo de agrotóxico não registrado no Brasil em uma das amostras. Além disso, foi identificada uma série de irregularidades no rótulo dos produtos

Cerca de 30% dos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros estão irregulares em relação à presença de agrotóxicos: ou têm resíduos acima do limite permitido ou foram produzidos com venenos não autorizados. Esses dados são da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que realiza anualmente o Programa de Análise de Resíduos Agrotóxicos (PARA). Ano após ano, os resultados são alarmantes: já houve casos em que mais de 90% das amostras analisadas foram reprovadas, como o pimentão, no PARA 2010. O programa da Anvisa, contudo, só avalia os alimentos in natura. A situação dos produtos industrializados, feitos à base de frutas e outros vegetais, era desconhecida.

Para saber se os resíduos de agrotóxicos persistem nos alimentos mesmo depois de processados, o Idec enviou para um laboratório 53 produtos semi ou pouco processados (sucos, geleias, caldas e conservas) à base de morango, uva, abacaxi e pepino (veja no quadro da página 23 a lista com todos os produtos e marcas avaliadas). Embora outros alimentos tenham apresentado resultados piores no PARA que alguns dos envolvidos na pesquisa, como o já citado pimentão (91,8% de amostras insatisfatórias), além da alface (54,2%) e da cenoura (49,6%), não foram encontrados produtos industrializados elaborados a partir desses vegetais.

IMAGEM DE DESTAQUE
No teste realizado pelo Idec, somente uma amostra apresentou resultado insatisfatório: o pepino em conserva da marca Luca. Apesar de pontual, o problema é gravíssimo: foi detectado no produto a substância parationa-etílica (0,07 mg/kg), que não é sequer registrada no Brasil – ou seja, não pode ser utilizada em nenhuma cultura, seja ela alimentícia ou não. "A parationa-etílica é um inseticida e acaricida de alta toxicidade. Atualmente, seu uso é proibido ou restrito em diversos países e há discussão para proibição total em culturas alimentares", informa Murilo Diversi, biólogo, consultor responsável pela pesquisa. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a substância em questão não poderia nem entrar no país. "O contrabando [de agrotóxicos] ocorre mais frequentemente com produtos de alto valor, como os utilizados em culturas de trigo, soja etc., mas não descarto que seja esse o caso", afirma Luis Eduardo Rangel, coordenador geral de agrotóxicos do Mapa.

A geleia de morango da marca Vega também apresentou resíduo de agrotóxico, mas ele é autorizado e a quantidade estava dentro do limite legal. Embora pouco presentes em alimentos processados, os resíduos podem estar na matéria-prima desses produtos, como têm apontado os monitoramentos do governo federal. "Infelizmente, o PARA não identifica os produtores, e o monitoramento do estado de São Paulo, o Programa Paulista de Análise Fiscal, que já era limitado na investigação de pesticidas, não publica novo relatório desde 2009. Há, portanto, uma lacuna grave na fiscalização, sobretudo se pensarmos que as pessoas continuam a consumir produtos sem saber o que eles trazem", afirma Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Idec. Para Fernando Carneiro, chefe do departamento de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB), membro do grupo de trabalho Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e um dos articuladores do dossiê sobre agrotóxicos recentemente lançado pela entidade, o baixo número de irregularidades verificado pelo Idec não surpreende. "Quando um alimento sofre processamento, vários resíduos se diluem", explica o especialista. Assim, apesar dos resultados do teste, não dá para afastar a presença de agrotóxicos em alimentos industrializados. "Faltam estudos sobre esse assunto e pouco se sabe sobre as substâncias resultantes da degradação das moléculas de agrotóxicos, que podem ser tão ou mais perigosas para a saúde humana", pondera Diversi.


COMO FOI FEITO O TESTE

Entre maio e julho, o Idec enviou para análise em laboratório 53 amostras de alimentos semiprocessados ou pouco processados (sucos integrais, geleias, caldas e conservas) à base de morango, uva, abacaxi e pepino. O objetivo era verificar a presença de resíduos agrotóxicos nesses produtos industrializados, uma vez que o PARA, da Anvisa, avalia só alimentos in natura. A pesquisa observou também se os rótulos dos produtos estão de acordo com a legislação.
RASTRO DE CONTAMINAÇÃO

Para Carneiro, mesmo que um alimento (in natura ou industrializado) não ofereça risco para o consumidor, é importante levar em conta a sua cadeia de produção. "O uso de agrotóxicos deixa um rastro de intoxicação em trabalhadores que lidam com o veneno e de contaminação dos recursos naturais. Considerar apenas os riscos no final da cadeia é reducionista", diz. Conforme dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz, os agrotóxicos são a segunda principal causa de intoxicações no país – atrás apenas de medicamentos – com 4.789 casos registrados em 2010 (boa parte deles, provavelmente, são de trabalhadores rurais).

Muito além dos casos registrados pelo Sinitox, de acordo com Carneiro, o Brasil vive uma situação de intoxicação generalizada. "O dossiê produzido pela Abrasco relata estudos que encontraram resíduos de agrotóxicos no leite materno e até mesmo na água da chuva", destaca. Os maiores afetados são os moradores de regiões no entorno de lavouras. "Os índices de câncer são maiores na população do campo do que na cidade", afirma o especialista. Além do impacto na saúde pública, há aquele aos cofres públicos. Carneiro cita um estudo recente do economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Wagner Soares, que concluiu que, para cada US$ 1 pago por agrotóxicos, US$ 1,28 podem ser gastos pelo Sistema Público de Saúde no futuro com internações por intoxicação aguda. Para o especialista da Abrasco, esse cenário é resultado do investimento do governo brasileiro num modelo de produção que prioriza os lucros de grandes empresas. "O Estado brasileiro tem sido forte para apoiar o agronegócio e fraco para monitorar e vigiar a saúde da população. Para isso, não tem recurso, mas para apoiar o agronegócio, tem", dispara.






Idec adere à campanha

Em maio deste ano, o Idec aderiu formalmente à Campanha Permanente Contra Agrotóxicos e pela Vida. A ação tem como objetivo alertar a população sobre os riscos que os agrotóxicos representam à saúde e, a partir disso, apresentar medidas para impedir seu uso no país. A campanha visa também a incentivar agricultores a adotarem a agroecologia para produzir alimentos saudáveis.

= A campanha é promovida pela Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), pelo Instituto Kairós e pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), entre outras instituições.

Sem controle

O Brasil parece viver um total descontrole do uso de agrotóxicos: somos os maiores consumidores mundiais desses venenos; muitas das substâncias mais utilizadas aqui já foram banidas em vários países; e um terço do que comemos está contaminado por agrotóxicos indevidos ou com resíduos acima do limite aceitável. Para saber qual a posição do governo sobre esse cenário e o que tem sido feito para tirar o país dele, entrevistamos Luiz Claudio Meirelles, gerente geral de toxicologia da Anvisa.

Há três anos consecutivos, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. A Anvisa se preocupa com isso?
Sim, pois essa substância tóxica exige das três esferas de governo uma série de medidas de controle, mas há dificuldade de implementação. Por isso, não autorizamos moléculas muito nocivas.

Quais são as dificuldades para o controle do uso de agrotóxicos?
Há uma série de deficiências. Os órgãos responsáveis por fiscalizar o uso — Anvisa, Mapa e Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis] — não têm infraestrutura para isso; os estudos epidemiológicos sobre os danos crônicos dos agrotóxicos são escassos; a abrangência do PARA está abaixo do que deveria; os programas de monitoramento de contaminação da água potável e do solo são restritos; e faltam profissionais capacitados no sistema de saúde para atender os milhares de casos de intoxicações.

Estudos apontam que, dos 50 agrotóxicos mais utilizados nas lavouras do país, 24 são proibidos nos Estados Unidos, no Canadá e na União Europeia. Por que o Brasil é mais tolerante com essas substâncias?
Pela lei brasileira, nós temos que reavaliar um agrotóxico antes de banir ou restringir o seu uso. Tudo precisa ser fundamentado, não podemos proibir só porque outros países proibiram. Em 2008, a Anvisa colocou em reavaliação 14 substâncias [todas já proibidas em outros países]. Mas aí veio uma liminar da associação das empresas e nos impediu de continuar o estudo por um ano. Essa judicialização retarda, porque temos que nos dividir entre reavaliação e manifestação na Justiça.

O PARA tem identificado irregularidades sistematicamente, ano após ano. O que tem sido feito para coibi-las?
Até 2011 [a divulgação dessa versão do PARA está prevista para este mês] o programa fez uma análise apenas de referência, que não envolvia punição. A partir deste ano, começamos a chamada "análise fiscal". Dessa forma, o local onde foi coletada a amostra vai ser responsabilizado pelos resultados — responsabilidade esta que pode ser compartilhada com quem a forneceu. Sabemos que isso deve desencadear judicialização, pois são questões complicadas. Mas entendemos que esse é um processo importante para melhorar a qualidade dos alimentos comercializados no país.

Perigo oculto

Rótulos com problemas

OIdec aproveitou os alimentos para fazer uma segunda pesquisa: a avaliação dos rótulos. Nessa parte, um número significativo de produtos se saiu mal. Das 53 amostras, 18 (34%) apresentam alguma irregularidade. Dessas, dez são marcas de geleia que utilizam a expressão "extra", em desacordo com a atual legislação para a rotulagem desse produto. O termo era autorizado para designar o uso de mais fruta e menos açúcar, mas foi desautorizado pela RDC no 259/2002

da Anvisa. Três dessas dez marcas ainda cometem uma segunda falha: declaram a presença de acidulante (substância que tem a função de intensificar o gosto azedo em alimentos e bebidas), mas não informam qual. Mas, mais grave, foram os quatro produtos que declaram incorretamente não conter glúten, enquanto consta da lista de ingredientes a utilização de fibra de trigo, fonte dessa proteína.

A omissão pode trazer riscos aos portadores de doença celíaca, que têm intolerância ao glúten. A legislação obriga o alerta sobre a presença ou ausência de glúten, porque a sua ingestão por celíacos, mesmo que em quantidade mínima, pode desencadear atrofia das vilosidades intestinais, causando diarreia persistente, fadiga, dentre outros sintomas.

Outro problema é o uso de expressões como "100% natural" e "não contém conservantes", verificadas em dois produtos. Embora não sejam autorizadas pela Anvisa e possam ser consideradas enganosas do ponto de vista do Código de Defesa do Consumidor, essas frases são frequentes nas embalagens de alimentos industrializados. Questionada sobre medidas para coibir essa prática, a Anvisa respondeu à reportagem da Revista do Idec que a fiscalização de rotulagem é de responsabilidade dos órgãos de vigilância sanitária municipais e estaduais, e também de órgãos de defesa do consumidor, como os Procons. 


Direito de resposta

O Idec enviou o resultado do teste e da análise dos rótulos a todas as empresas fabricantes dos alimentos avaliados. Os dados também foram enviados à Anvisa, ao Mapa, à Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon) e ao Procon-SP. Com exceção do Procon-SP, que pediu mais informações sobre a pesquisa, nenhum órgão se manifestou até o fechamento desta edição. Confira as respostas das empresas:

- Adega Casa de Madeira (marca Casa de Madeira): disse que já tomou as providências para sanar o equívoco no rótulo (uso da expressão "extra").

-Carrefour e Fruitland (Geleia Carrefour e Geleia dos Monges): afirmaram que as geleias são fabricadas com fibras de trigo em teor de glúten abaixo do estabelecido como seguro pelo Codex Alimentarius [recomendações de um grupo de especialistas da Organização Mundial da Saúde], com menos de 20 partes por milhão da proteína. Mas a legislação brasileira não faz referência a limite seguro que isente o alerta sobre a presença de glúten.

-Cepêra (marcas Cepêra Senninha e Cepêra): apenas confirmou o recebimento da notificação do Idec.

-Frutos da Terra (marca Vega): informou que já retirou a expressão "extra" dos novos rótulos das geleias avaliadas.

-Grupo Pão de Açúcar e Predilecta Alimentos Ltda (responsáveis pela distribuição e fabricação, respectivamente, da geleia da marca Qualitá): discordaram que o rótulo esteja irregular por informar que o produto não contém conservantes, mas utilizar ácido cítrico.

- Indústria de Conservas Luca (marca Luca): disse que iniciou um processo de recall do lote do pepino em conserva analisado pelo Idec [no qual foi identificado o agrotóxico proibido no país] junto aos estabelecimentos comerciais. A resposta, contudo, foi enviada apenas por e-mail, sem detalhamento sobre prazo, quantidades do produto a serem recolhidas e locais em que foi distribuído.

-Qobba Indústria de Alimentos Ltda (marca Obba): garantiu que o problema na rotulagem (não informação sobre a forma de conservação) foi corrigido nas embalagens fabricadas a partir de 22 de maio de 2012.

-Refricon (marca Vale Fértil): agradeceu as informações enviadas pelo Idec.

-Ritter Alimentos S.A (marca Ritter): adiantou que já está providenciando as alterações nos rótulos dos produtos avaliados.

-Tozzi Alimentos (abacaxi em calda da marca Carrefour): elogiou a pesquisa.

-Vinícola Mena-Kaho (marca Mena Kaho): questionou a alegação de que o rótulo esteja irregular por usar a expressão "100% natural".


Monitoramento do NBCAL- Pesquisa sobre amamentação



Fonte > IDEC acesso em 28/12/2012 ( Revista nº171 - Novembro 2012) 


Monitoramento nacional mostra que a indústria de alimentos e produtos para bebês continua descumprindo a lei ao tentar seduzir os pais e os médicos com materiais promocionais que induzem a falsas vantagens para quem deixa de amamentar

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Não é raro entrar na sala de espera de um consultório e encontrar um representante da indústria farmacêutica com sua maleta cheia de amostras e material promocional destinado aos médicos, aguardando uma brechinha na agenda para se apresentar. Nos consultórios de pediatras e nutricionistas não é diferente. De acordo com Rosana De Divitiis, coordenadora da Ibfan Brasil, integrante da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar, o assédio aos médicos por parte da indústria de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância (até 3 anos de idade) é muito forte, embora seja proibido.



Isso foi constatado na mais recente pesquisa de monitoramento nacional do cumprimento da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas, Mamadeiras e Protetores de Mamilo (NBCAL) e da Lei no 11.265/2006, que trata da norma. O monitoramento é realizado desde 1988, quando a NBCAL foi aprovada. “Notamos que os problemas com rotulagem de produtos diminuíram, mas, por outro lado, a indústria tem investido bastante em materiais ditos ‘técnicos’ e ‘científicos’, que na verdade são muito mais promocionais das falsas vantagens de seus produtos, com muitas imagens e frases que podem induzir o consumidor a erro”, observa Divitiis.



Além desse tipo de material, outro grave problema ético foi observado no monitoramento: a distribuição de brindes em eventos científicos e datas comemorativas. A Nestlé, por exemplo, foi notificada pela Ibfan e pelo Idec por distribuir canetas e blocos de anotação durante o Congresso de Pediatria de Brasília e por ter presenteado os profissionais com uma corrente com pingente de ouro no Dia do Pediatra.


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o leite materno é o melhor alimento para o recém nascido e para a criança pequena devido às suas propriedades nutricionais e imunológicas, pois contribui para a maturação gastrointestinal, a formação do vínculo entre mãe e filho e para o desenvolvimento neurocomportamental da criança. É por isso que a OMS e o Ministério da Saúde recomendam que a criança seja amamentada com leite materno até os 2 anos de idade, sendo que nos primeiros seis meses de vida ele deve ser o seu único alimento.


A NBCAL visa a proteger esse direito. No entanto, ano após ano, as empresas seguem descumprindo a norma e, consequentemente, desrespeitando o direito à amamentação. Desta vez, foram constatadas 105 irregularidades e 89 empresas foram notificadas pelo Idec e pela Ibfan por descumprimento da lei, mas apenas 44 responderam. Dessas, 32 concordaram com os termos das notificações e 11 não concordaram. Uma respondeu apenas agradecendo as observações. Os resultados do monitoramento também foram enviados ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para a advogada do Idec Mariana Ferraz, o monitoramento realizado pela Ibfan é essencial para evidenciar que, apesar da legislação que protege o direito à amamentação, há ainda descumprimentos sistemáticos e falta de clareza ao setor regulado quanto aos seus deveres e às proibições.



Como é feito o monitoramento



O monitoramento é realizado por colaboradores voluntários da Ibfan em todo o Brasil. Neste ano, ocorreu entre os meses de abril e julho e envolveu 10 municípios em cinco estados — Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo — e no Distrito Federal. A pesquisa avalia toda a promoção comercial de alimentos e outros produtos para lactentes e crianças de primeira infância — peças de marketing; divulgação de produtos por meios eletrônicos, escritos, auditivos e visuais; estratégias promocionais para induzir a venda, como cupons de descontos; e a forma como os produtos são dispostos nas lojas. Ela verifica se os fabricantes seguem as regras de rotulagem e se eles e os comerciantes exibem as frases de advertência determinadas pela norma.



A Ibfan considera que o comerciante, nesse caso, é corresponsável, pois deveria avaliar previamente se há alguma promoção comercial com restrições em seus folhetos. O mesmo aconteceu com a Drogaria São Paulo de Jundiaí, interior de São Paulo.



- Cinquenta empresas foram notificadas por apresentar promoção comercial na internet em desacordo com a legislação. Dessas, 24 responderam concordando com os termos da notificação e se comprometendo a adequar as suas páginas. Algumas desconheciam a lei. A Josapar foi notificada pelo segundo ano consecutivo, mas desta vez alterou o site prontamente.



- Duas empresas, a Cooperativa Agrícola Langiru e a Rádio Gaúcha 93,7 FM, foram notificadas por veicularem promoção comercial de leite em rádio sem transmitir a frase de advertência.

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Problemas no rótulo
Produto: fórmula infantil Baby’s Only Organic
Empresa: Quero Tudo Natural
Infração: o produto adquirido pela internet traz o rótulo em inglês, contrariando o artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor. Resposta da empresa: disse que o produto não está mais à venda.

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Produto: protetores de mamilo Philips Avent
Empresa: Philips do Brasil Ltda.
Infração: traz a frase “sua forma favorece o contato entre a mãe e o bebê”, o que pode induzir ao uso do produto baseado em falso conceito de vantagem e segurança. Não traz a frase de advertência obrigatória para os produtos de sua categoria.
Resposta da empresa: afirmou que modificará as embalagens, mas não se propôs a recolher as que já estão à venda.

Produto: bico de silicone NUK Classic
Empresa: Mucambo SA.
Infração: traz os dizeres “auxilio à digestão, conforto, posicionamento ideal, sucção correta, design anatômico”, o que transmite falsos conceitos de vantagem e segurança, já que nenhum bico artificial proporciona uma sucção correta, posicionamento ideal e facilidade na digestão quando comparado à amamentação.
Resposta da empresa: não concordou com a notificação e alegou que o texto tem como objetivo descrever o produto respeitando os direitos básicos do consumidor.

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Dicas para a amamentação adequada


- Inicie a amamentação logo após o nascimento do bebê. Neste momento, evite dar qualquer bico artificial. Quando o bebê tem contato com a mamadeira, pode desenvolver a chamada “confusão de bicos” e então não consegue mais tirar leite da mama, começando, inclusive, a machucar a mãe. Caso o bebê não possa mamar diretamente, é melhor que seja alimentado com copo ou xícara.



- Protetores de mamilo são prejudiciais porque também fazem o bebê se acostumar a mamar de boca quase fechada, não conseguindo abocanhar a parte mais escura da mama (aréola). Dessa forma, ele faz força “de vácuo”, usando as bochechas, e se cansa de mamar antes de ficar saciado. Assim, com o tempo, pode se desinteressar pelo peito ou até ficar desnutrido.



Se o bico do seio rachar, é preciso corrigir a pega do bebê no peito, fazendo-o abrir bem a boca até treiná-lo a lamber o leite.



-As chupetas são focos incontroláveis de germes, já que o bebê a tira e põe na boca a todo instante. Seu uso prolongado atrapalha o desenvolvimento do palato (o céu da boca) e da mandíbula (a parte de baixo do maxilar), causando uma oclusão dentária, que pode levar a infecções respiratórias recorrentes.



- Na amamentação, o bebê deve estar com o seu corpo colado no de sua mãe. A cabeça e a coluna do bebê não devem estar torcidas, isto é, ele deve estar reto, de frente para a mãe.



- A mãe pode ficar em qualquer posição, mas precisa estar confortável, com as costas e os pés apoiados para não se cansar.


Não desista da amamentação





Mapa de Feiras Orgânicas


Fonte : IDEC acesso em 28/12/2012


Com o objetivo de tornar os produtos orgânicos mais acessíveis aos consumidores e fomentar uma alimentação saudável, o Idec lançou o Mapa de Feiras Orgânicas e Grupos de Consumo Responsável. Basta digitar um endereço para encontrar todas as feiras especializadas e grupos de consumo responsável mais próximos de você, bem como informações de horários de funcionamento e tipos de produtos encontrados nesses locais.


Além disso, o mapa mostrará quais são as frutas, verduras e legumes da estação na sua região para que opte pelos produtos locais.






Governo cria Comitê de Atenção à Pessoa Celíaca



Fonte:  Agência Brasil acesso pelo site do CFN em 28/12/2012

O Ministério da Saúde criou um Comitê Intersetorial de Atenção Integral às Pessoas Celíacas para elaborar, planejar, monitorar e avaliar as políticas de atenção voltadas para cerca de 1 milhão de celíacos que existem hoje no Brasil. A medida foi publicada na terça feira dia 18/12/12.
 
A doença celíaca é autoimune. O portador tem intolerância permanente ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, na cevada, no centeio, na aveia e em seus derivados. Nos celíacos, o glúten, que está presente em pães, biscoitos e uma infinidade de alimentos, desencadeia a produção de anticorpos no intestino delgado, que inflamam as paredes intestinais e dificultam a absorção de nutrientes.

De acordo com a nutricionista Lucélia Costa, presidente da Federação Nacional das Associações de Celíacos (Fenacelbra), os sintomas podem variar, mas os mais comuns são diarreia crônica (de mais de 30 dias), prisão de ventre, anemia, falta de apetite, vômitos, emagrecimento, perda ou pouco ganho de peso, atraso de crescimento ou da puberdade, humor alterado, irritabilidade ou desânimo e distensão abdominal.
 
A nutricionista acrescenta que a doença pode causar uma série de problemas associados, como o hipotireoidismo, vitiligo, a asma, dores articulares, entre outros. "[A doença celíaca] ainda é desconhecida e subestimada pela maioria da população e pelos profissionais de saúde [no Brasil]". Ela pode levar anos para ser diagnosticada, já que os exames de sangue existentes são, às vezes, insuficientes para uma conclusão. No entanto, pode ser confirmada por meio de uma endoscopia, com a biópsia de uma amostra do tecido do intestino delgado.
 
O celíaco deve se privar de comidas que contenham glúten por toda a vida. "Qualquer quantidade pode desencadear reações", ressalta Lucélia. Ela explica que pode haver ainda restrições a outros alimentos, como o leite, a soja, o açúcar, o milho e até a alguns medicamentos e produtos de higiene e beleza. Os alimentos que contêm glúten podem ser substituídos por produtos com fécula de batata, farinha de milho, amido de milho, polvilho, farinha ou creme de arroz, araruta ou fubá.
 
Lucélia alerta que a doença celíaca é herdada dos pais. "Nascemos com a predisposição genética e o desenvolvimento dependerá dos fatores ambientais e alimentares".

 

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